Publicado 02/02/2026 07:56

Feijóo aponta a CHJ como a "principal responsável" pela tragédia da tempestade e garante que cumpriu com seu "dever".

O presidente do PP, Alberto Nuñez Feijóo, comparece na Comissão de Investigação da Dana, no Congresso dos Deputados, em 2 de fevereiro de 2026, em Madri (Espanha). Feijóo foi convocado pela Mesa da Comissão para prestar esclarecimentos sobre a
Alejandro Martínez Vélez - Europa Press

MADRID 2 fev. (EUROPA PRESS) - O presidente do PP, Alberto Núñez Feijóo, reconheceu nesta segunda-feira no Congresso que nenhuma administração esteve “ao nível exigível”, tendo em conta as suas “responsabilidades” na gestão da tempestade de outubro de 2024, mas afirmou que cumpriu com seu “dever” e apontou a Confederação Hidrográfica do Júcar (CHJ) como a “principal responsável” pela tragédia por sua “falta de informação adequada e pontual” sobre a enchente.

Assim o afirmou perante a comissão do Congresso que investiga a gestão de uma enchente que custou a vida a 230 pessoas, em resposta ao deputado do Podemos, Javier Sánchez Serna.

O líder do PP indicou que só se comunicou pelo WhatsApp com o então presidente valenciano, Carlos Mazón, a partir das 19h58 daquela tarde, pelo que não podia saber até que horas ele esteve no restaurante El Ventorro no dia do incidente.

“Com o senhor Mazón, não falei sobre onde ele estava, mas perguntei o que estava acontecendo, se ele precisava de alguma coisa, se o governo estava apoiando-o, para que ele desse informações às pessoas para tentar organizar e liderar, na medida do possível, essa emergência. Portanto, cumpri, creio eu, o meu dever”, indicou. Nesse sentido, questionou-se se era “culpado” por se interessar pelo que estava a acontecer em Valência, na Andaluzia e em Castela-La Mancha. “Talvez eu esteja aqui porque entrei em contato às 19h59 com o presidente da Generalitat, às 20h01 com o presidente da Junta de Castela-La Mancha e às 20h31 com o presidente da Junta da Andaluzia com mensagens semelhantes tentando ajudar ou tentando saber?”, comentou.

Depois de salientar que Mazón não fazia parte do Cecopi, destacou que nesse órgão estavam presentes nesse dia as autoridades autonômicas, mas que “todas as que faziam parte do Estado” se conectaram por videoconferência, entre elas, salientou, as que tinham “competências para informar sobre o caudal” dos rios e barrancos.

NENHUMA ADMINISTRAÇÃO ESTAVA À ALTURA Questionado expressamente se foi responsável o fato de Mazón não ter participado do Cecopi até o início da noite, o presidente do PP reconheceu que “nenhuma das administrações públicas estava à altura do exigido”. “Eu disse isso e reitero. Cada um com suas responsabilidades”, pontuou. Mas enfatizou que a CHJ é, em sua opinião, a “maior responsável”. “Me surpreende muito que os responsáveis pela CHJ, que na minha opinião são os maiores responsáveis pela falta de informação adequada e pontual, não estivessem no Cecopi nem tenham fornecido informações ao Cecopi”, comentou.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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