MADRID 1 ago. (EUROPA PRESS) -
O presidente do Partido Popular, Alberto Núñez Feijóo, dá como certo que o governo tinha informações de que poderia ocorrer a crise migratória que, nesta quinta-feira, levou 50 mil pessoas — segundo dados do Executivo — a cruzar ilegalmente para a cidade autônoma vindas de Marrocos, e criticou o fato de o governo não ter feito “nada” para impedir isso. Além disso, considera “ridícula” a instalação de barreiras marítimas pela qual o Executivo optou posteriormente.
“Temos o direito de que o governo nos diga: sabendo o que iria acontecer, por que não agiu?”, afirmou em uma coletiva de imprensa em Ceuta, ao lado do presidente da cidade autônoma, Juan Jesús Vivas. “Queremos saber se o governo tinha conhecimento, como tudo indica, já há dias de que isso iria ocorrer”, insistiu.
Nesse sentido, ele afirmou que não acredita que “todos os serviços de inteligência” da Espanha tenham falhado e que não houvesse nenhuma previsão de que “milhares” de pessoas se aproximavam da fronteira entre a Espanha e o Marrocos.
“Cabe ao governo responder a isso”, afirmou. Ele também classificou como “ridícula” a medida do Executivo, que anunciou neste sábado o início da instalação de uma barreira de contenção no quebra-mar de Ceuta, com 500 metros no mar.
“Se agora as barreiras servem, por que não foram instaladas muito antes?”, questionou Feijóo, que criticou o fato de que, em 2021, entraram “entre 10.000 e 15.000 pessoas” e “nada” foi feito até que 60.000 entrassem.
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