Ele afirma que, um mês depois, o presidente do Governo “não sabe qual versão dar” e ressalta que os espanhóis os expulsarão nas urnas
ALHAURÍN EL GRANDE (MÁLAGA), 4 (EUROPA PRESS)
O líder do Partido Popular, Alberto Núñez Feijóo, acusou nesta quarta-feira o chefe do Executivo, Pedro Sánchez, de “ignorar deliberadamente e sem remorso” os alertas sobre a “invasão” de Ceuta no final de julho e o advertiu de que ele pagará por isso nas urnas, pois os espanhóis merecem “um governo que não minta”.
“Eles foram capazes de abandonar os espanhóis mesmo quando uma cidade está sendo invadida. Eles sabiam disso, encobriram o caso, receberam os alertas, mas os ignoraram deliberadamente e sem remorso”, afirmou Feijóo em um evento em Alhaurín el Grande (Málaga), ao lado do presidente da Junta da Andaluzia, Juanma Moreno, para inaugurar o ano político com a tradicional festa do ovo frito nesse município.
Um dia após a comparecimento de Pedro Sánchez perante o Plenário do Congresso para informar sobre a entrada em massa de mais de 70 mil migrantes irregulares nos dias 30 e 31 de julho, Feijóo criticou o fato de que, um mês depois, o presidente do Governo “não sabe qual versão deve dar” e “a única coisa” que tem clara “é que Marrocos não tem nada a ver com isso”.
CRÍTICA AO FATO DE SÁNCHEZ AINDA NÃO SABER “A VERSÃO QUE DEVE SER DADA”
“Nesse ritmo, Zapatero vai ter uma versão sobre as joias antes mesmo de Sánchez ter uma versão sobre a invasão de Ceuta”, exclamou ele, acrescentando que o CNI e a Polícia “também não merecem um governo que os use como bodes expiatórios”. Em sua opinião, “se sabiam, têm que renunciar por irresponsáveis e, se não sabiam, têm que renunciar por incompetentes”.
Assim como já havia feito nesta quinta-feira no Parlamento, o líder da oposição advertiu que “tudo virá à tona” e que “haverá consequências políticas e judiciais”: “Nós, espanhóis, vamos expulsá-los de maneira democrática, de forma contundente, nas urnas. Mas vamos expulsá-los porque vocês não merecem a posição de dignidade que ocupam”.
OS PARCEIROS DE SÁNCHEZ, “IGUALMENTE NOCIVOS”
Ele também criticou duramente os parceiros do governo que continuam apoiando Sánchez e “engolindo suas mentiras”, alertando-os de que “não são a alternativa da esquerda progressista”. “São a mesma coisa, são a versão genérica dessa decadência, tão nocivos quanto Sánchez, embora tenham outro nome. São aqueles que, entre a dignidade e o cargosinho, escolhem o cargosinho”, afirmou.
Feijóo garantiu que a Espanha “merece uma mudança” e “a Espanha merece um governo que não minta”, parafraseando assim o ex-ministro socialista Alfredo Pérez Rubalcaba. “O que a Espanha tem de sobra é o Sánchez”, concluiu.
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