VALÈNCIA 15 fev. (EUROPA PRESS) -
O Hospital Universitari i Politècnic La Fe, por meio do Instituto de Investigación Sanitaria (IIS La Fe), coordena na Espanha o ensaio clínico internacional CHIP-AML22, uma iniciativa que reúne 60 instituições de 15 países europeus com o objetivo de "melhorar a sobrevivência e a qualidade do tratamento" em crianças e adolescentes com leucemia mieloide aguda (LMA).
Especificamente, La Fe supervisionará a aplicação da primeira linha de tratamento nos centros espanhóis participantes, garantindo a coordenação e a implementação do protocolo do estudo, conforme indicado pela Generalitat de Catalunya em um comunicado.
O objetivo é aplicar a "estratégia terapêutica de referência baseada nas melhores evidências disponíveis e que visa à remissão da leucemia".
Na Espanha, cerca de 350 casos de leucemia infantil são diagnosticados a cada ano, dos quais aproximadamente 13% correspondem à LMA, ou seja, 45 casos por ano.
O estudo incluirá pacientes de recém-nascidos a 18 anos de idade, aos quais o tratamento será adaptado de acordo com suas características específicas. Será analisado o impacto do gemtuzumabe ozogamicina na quimioterapia inicial e se é possível reduzir o número de ciclos de quimioterapia de consolidação em crianças de baixo risco sem comprometer a eficácia do tratamento.
Além disso, o estudo ajudará a refinar a classificação de risco, de modo que "os pacientes com formas mais agressivas da doença serão mais bem identificados para um tratamento mais preciso e personalizado".
A leucemia mieloide aguda pediátrica é uma doença "complexa e heterogênea". Atualmente, 50 a 60% das crianças com a doença conseguem superar a doença sem recidiva, e 70 a 80% sobrevivem por um longo período após o diagnóstico. Entretanto, nos casos em que a doença reaparece ou não responde ao tratamento inicial, o prognóstico permanece "muito ruim".
UM ESTUDO DE LONGA DURAÇÃO
O estudo CHIP-AML22 espera recrutar entre 130 e 140 pacientes por ano nos países participantes, com um total de 905 em um período de sete a oito anos. Na Espanha, espera-se que sejam incluídos cerca de 20 pacientes por ano. Todos eles serão acompanhados por pelo menos cinco anos a partir do diagnóstico, estendendo a duração total do estudo para 12 a 13 anos.
Com essa pesquisa, a La Fe "reforça seu papel de líder no tratamento da leucemia infantil" e na coordenação de ensaios clínicos que buscam promover "terapias mais eficazes e seguras" para pacientes mais jovens.
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