Publicado 27/01/2026 09:38

A favorita nas eleições da Costa Rica acusa um de seus rivais de tê-la assediado sexualmente.

11 de janeiro de 2026: 11/01/2026, Costa Rica, San José. Tribunal Supremo de Eleições, Debate nacional com os candidatos à presidência para as eleições de 2026.
Europa Press/Contacto/John Duran

MADRID 27 jan. (EUROPA PRESS) - Laura Fernández, candidata oficialista para as eleições deste domingo na Costa Rica, acusou um de seus adversários, Fabricio Alvarado, de tê-la “assediado” quando ela trabalhava como assessora no Parlamento. “Ele me encurralou em um escritório com a falsa promessa de me dar uma Bíblia”, relatou ela.

“Que Deus nos livre de um lobo em pele de cordeiro (...) Em nome das mulheres da Costa Rica, tenho que levantar a minha voz. Quando eu era assessora, assim como muitas outras, recebemos assédio desse senhor”, denunciou na noite de segunda-feira, em pleno debate televisionado, a candidata do Partido Pueblo Soberano (PPSO).

“Comentários passados, fotografias e, o que é mais grave, usando o nome de Deus. Nunca vou esquecer quando ele me encurralou em um escritório com a falsa promessa de me dar uma Bíblia”, revelou Fernández, clara favorita para vencer já no primeiro turno com 40% dos votos, segundo as últimas pesquisas.

Fernández dirigiu-se às mulheres de seu país, às quais prometeu que “nunca” terá medo de “levantar a voz pela justiça”, assim como pelas “milhares de costarriquenhas que foram vítimas de um monte de porcos”.

O momento mais tenso do debate surgiu depois que Fernández criticou o candidato da Nova República por sua falta de compromisso com os valores tradicionais que tanto defende. Alvarado a acusou de jogo sujo e lembrou que ela fez parte de sua equipe no segundo turno das eleições de 2018.

“Não sei se rio ou choro”, foi a resposta de Alvarado após sair do debate organizado pela Universidade Latina e pela Rádio Columbia. “Isso mostra que essa mulher está realmente obcecada pelo poder”, respondeu o candidato em declarações ao jornal La Nación.

“Hoje ficou claro de onde vinha a campanha suja de que eu vinha falando”, insistiu Alvarado, que, segundo as pesquisas mais recentes, conta com 4% da intenção de voto, números semelhantes aos de outros quatro candidatos, sem contar Fernández, clara favorita com 40% dos votos.

As denúncias de assédio sexual voltam a surgir em uma campanha eleitoral na Costa Rica, depois que nas anteriores foi publicado que o atual presidente, Rodrigo Chaves, foi punido durante seu período no Banco Mundial após a revelação de vários episódios de assédio sexual contra duas funcionárias juniores entre 2008 e 2013.

Chaves minimizou o caso, enquadrando tudo em uma campanha para impedir que ele ganhasse as eleições, como aconteceu no segundo turno, quando ele venceu o ex-presidente José María Figueres Olsen, que por sua vez enfrentava acusações de corrupção durante seu mandato na década de 1990.

Até 20 candidatos se apresentam neste domingo para suceder Chaves, a quem Fernández já prometeu um cargo em seu próximo governo. Ela é uma das cinco mulheres que aparecem nas cédulas eleitorais, nas quais se destacam figuras conhecidas de ciclos anteriores, como a ex-primeira-dama Claudia Dobles, ou antigos candidatos como o conservador Fabricio Alvarado.

Fernández, de 39 anos, apostou em um projeto continuísta, aproveitando a popularidade de Chaves, que encerrará seu mandato com 60% de aprovação, apesar das críticas de um setor do país que alerta para uma possível deriva autoritária, com o Poder Judiciário e a Constituição na mira.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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