COMITÉ POR LA LIBERTAD DE LOS PRESOS POLÍTICOS
MADRID 11 jul. (EUROPA PRESS) -
O Comitê pela Liberdade dos Presos Políticos da Venezuela, formado por familiares de detidos, alertou que, nos últimos dias, foram relatados possíveis maus-tratos e agressões a detidos, razão pela qual exigiram uma investigação sobre o ocorrido. Esses incidentes ocorreram após o duplo terremoto que custou a vida a mais de 4.000 pessoas.
O Comitê se reuniu na sexta-feira em frente à prisão El Rodeo I para denunciar que os familiares não têm informações oficiais sobre a situação dos detentos, após notícias de que, no último domingo, alguns presos foram vítimas de tratamentos cruéis e desumanos, espancamentos, ferimentos causados por balas de chumbo e tentativas de asfixia com gás lacrimogêneo.
Os próprios presos relataram, durante as visitas de sexta-feira, que os agressores entraram nas celas, os maltrataram e roubaram suas correspondências, afirma o Comitê.
O medo dos presos “aumentou devido aos recentes terremotos” que “comprometeram a estrutura do centro de detenção”. “Hoje (sexta-feira) foi sentido um forte tremor secundário no local, o que aumentou ainda mais o estado de alerta entre os detentos e suas famílias”, observou.
Outras mães afirmaram que “outros detidos estão desaparecidos, sem que haja qualquer resposta sobre seu paradeiro”.
Por outro lado, o Comitê comemorou a libertação de Jackson Vera e Ricardo Carriel, detidos desde 2022. “Jackson e Ricardo foram vítimas de um processo arbitrário e sem provas. Eles esperaram por longos anos por uma justiça que demorou a chegar, mas hoje, finalmente, poderão se reunir com seus familiares”, destacou o Comitê nas redes sociais.
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