MARÍA JOSÉ LÓPEZ / EUROPA PRESS
SEVILLA 17 out. (EUROPA PRESS) -
A família da menina de 14 anos que caiu de uma sacada na rua Rafael Laffón, em Sevilha, na quarta-feira, anunciou na sexta-feira que tomará "todas as medidas legais necessárias" depois de considerar que a escola Irlandesas Loreto, onde a menor estudava, não agiu em resposta às queixas de bullying apresentadas anteriormente. De acordo com o tio do menor, Isaac Villar, em declarações à mídia, a mãe havia apresentado duas advertências formais ao centro, acompanhadas de relatórios psicológicos, sem receber "nenhuma resposta" ou ativar protocolos adequados para proteger o aluno.
"Não recebemos nenhuma resposta da escola e nada, é uma impotência enorme, porque não sabemos se, se algo tivesse sido feito, não estaríamos aqui", lamentou Villar.
Nesse sentido, Villar insistiu que a família da menina havia informado a escola em duas ocasiões sobre o assédio sofrido pela menina, uma vez no início do ano letivo anterior e outra pouco antes do início do atual ano letivo de 2025-2026.
DUAS RECLAMAÇÕES POR ESCRITO, COM RELATÓRIO PSICOLÓGICO
Ambas as reclamações foram feitas por escrito e acompanhadas de um relatório psicológico, já que a menor estava recebendo ajuda profissional, mas, de acordo com a família, "nenhuma medida foi tomada pela escola, nem eles entraram em contato com a família".
"A única medida que foi tomada, mais do que uma medida, foi um pedido que minha irmã fez ao centro, que era que quando o ano letivo começasse, eles não deveriam estar na mesma sala de aula. Foi isso que eles fizeram, que eles não deveriam estar na mesma sala de aula. E isso não importava, porque eles continuavam repetindo o assédio", disse Villar.
Como disse o tio da menina, o bullying começou há cerca de um ano e afetou a menina especialmente nos meses que antecederam o verão, quando ela decidiu receber ajuda psicológica. De acordo com Villar, foi um grupo de três pessoas, embora ele não quisesse entrar em detalhes sobre o número de pessoas envolvidas, que tornou a vida da menina impossível e, embora não se encontrassem na sala de aula a pedido da família, o bullying continuou no playground e nos corredores, bem como em algumas das aulas que compartilhavam.
"É A ESCOLA DO BAIRRO, SEMPRE ESTIVEMOS LIGADOS A ELA".
Durante a manifestação realizada nesta sexta-feira em frente à casa do menor, em memória do falecido e em protesto contra o bullying, alguns parentes de alunos da escola denunciaram outros casos de bullying que, segundo eles, foram mal administrados. No entanto, Villar garantiu que, além do caso de sua sobrinha, eles não tinham conhecimento de nenhum outro incidente na escola.
"Não tivemos, em outros conhecimentos não tivemos, não tivemos nenhum mestre. Na verdade, nessa escola, tanto eu quanto minha irmã fizemos algumas etapas educacionais. É a escola aqui do bairro durante toda a nossa vida e sempre estivemos ligados a ela. A verdade é que não vimos nem ouvimos nada", ressaltaram.
Por fim, Villar destacou que a polícia estava presente no dia em que o incidente ocorreu e que iniciou uma investigação, que ainda está aberta. "A polícia estava aqui no dia em que aconteceu e, bem, eles iniciaram uma investigação e, no momento, estão com a investigação aberta e é isso, estamos esperando", concluiu.
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