LAS PALMAS DE GRAN CANARIA 30 nov. (EUROPA PRESS) -
A Guardia Civil prendeu um homem que supostamente atuava como um falso agente esportivo, que usava para cometer crimes graves de abuso sexual e corrupção de menores, com 61 vítimas, todas menores de idade, em Las Palmas, embora a Guardia Civil não especifique onde essa pessoa foi presa ou de onde as vítimas são principalmente.
A investigação, batizada de "Falso gerente", identificou 61 vítimas que não haviam feito queixa antes, tendo o detido mantido relações íntimas com algumas delas em certos casos, conforme relatado pela Guardia Civil em um comunicado à imprensa.
Esse é o resultado de uma investigação que começou em dezembro de 2024, depois que uma das vítimas revelou, com apoio psicológico, o abuso sofrido, um testemunho que "foi decisivo" porque "nenhum" dos outros menores havia denunciado o abuso anteriormente.
A partir desse momento, e depois que as primeiras evidências dos fatos foram coletadas em março de 2025, foram iniciadas as ações correspondentes para esclarecer o que aconteceu, realizando uma análise minuciosa do conteúdo do telefone celular grampeado do detido e obtendo várias declarações de vítimas e testemunhas.
O detido, identificado entre os menores com um apelido, operava de forma "altamente planejada e estruturada". Especificamente, ele agia no ambiente digital, como os criminosos sexuais costumam fazer na Internet, e usava técnicas de manipulação emocional para obter material sexual e facilitar encontros face a face, que se concretizaram em várias ocasiões.
O detido combinou dois métodos de engano "particularmente eficazes", já que, por um lado, usou sua identidade como suposto dirigente esportivo - embora não se indique em qual modalidade -, apresentando-se como profissional com contatos e oferecendo aos menores falsas oportunidades de promoção, como testes em clubes de alto rendimento, inclusão em bancos de dados profissionais ou divulgação de seus perfis em redes especializadas.
No entanto, essas promessas se tornaram um instrumento de manipulação para gerar uma dívida de gratidão que resultou na obtenção de favores sexuais, incluindo a solicitação de material pornográfico ou a organização de encontros íntimos.
Por outro lado, ele usava identidades femininas falsas para ampliar seu alcance e reduzir as suspeitas de homens jovens. Por meio desses perfis de mídia social, ele gradualmente introduziu conversas com conteúdo sexual, solicitou imagens íntimas e enviou material pornográfico, tudo com o objetivo de normalizar esses comportamentos.
As vítimas relataram que ele insistia repetidamente em discutir tópicos sexuais e solicitar fotos explícitas. Ele também se aproveitava de sua aparente posição de autoridade como representante esportivo para exercer controle sobre as crianças, que obedeciam às suas instruções sem questioná-las, mesmo quando elas se afastavam da esfera estritamente esportiva.
PERFIS FALSOS ADMINISTRADOS
Os investigadores também detectaram a existência de perfis falsos administrados pelo detento para recrutar novas vítimas, oferecendo dinheiro em troca de atos sexuais.
No decorrer das investigações, a Guardia Civil descobriu que o detento havia violado as medidas judiciais impostas após sua primeira prisão, pois, apesar da proibição de atividades relacionadas a menores, ele organizou uma viagem esportiva da qual vários deles participaram.
Assim, após levar os fatos ao conhecimento da autoridade judicial, ele foi preso novamente em 12 de novembro, e sua prisão imediata foi decretada por violação das medidas cautelares.
Da mesma forma, no âmbito dessa nova ação, foi realizada uma busca domiciliar que permitiu que os agentes apreendessem novos elementos de interesse, que estão sendo analisados atualmente.
Os fatos, segundo eles, são agravados pelo abuso de uma posição de confiança e autoridade, embora a mera solicitação de menores para fins sexuais já constitua uma violação de sua liberdade e indenização sexual, "o que justifica plenamente a intervenção criminal".
A Guardia Civil enfatiza que essa operação ressalta a importância de conscientizar as famílias e os menores sobre os riscos do chamado "grooming", que é a manipulação intencional de um adulto para ganhar a confiança de um menor com o objetivo de abuso sexual.
Nesse caso, a periculosidade do detido não estava apenas em sua capacidade de enganar e persuadir, mas também em sua incapacidade de obedecer à autoridade judicial ao continuar com suas atividades enquanto estava sob investigação.
Os procedimentos foram realizados pela Equipe de Polícia Judiciária de Vecindario e foram encaminhados ao tribunal de investigação de plantão em San Bartolomé de Tirajana (Gran Canaria).
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