Publicado 09/07/2026 10:23

A FAES compara Sánchez e Trump: “modelos de liderança populista” que cultivam a “hostilidade” porque isso lhes “convém”

A fundação de Aznar exige que o presidente do Governo esclareça o que é a “redenção” da Espanha à qual Trump se referiu em Ancara

O ex-presidente do Governo e presidente da Fundação FAES, José María Aznar, durante o evento “Governança e provisão de bens públicos globais em um mundo fragmentado”, no CentroCentro, em 24 de junho de 2026, em Madri (Espanha). O encontro,
Marta Fernández - Europa Press

MADRID, 9 jul. (EUROPA PRESS) -

A Fundação para a Análise e os Estudos Sociais (FAES) comparou a forma de fazer política do chefe do Executivo, Pedro Sánchez, com a do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pois, em sua opinião, ambos são “modelos de liderança populista” que cultivam uma “hostilidade retórica” porque “isso lhes convém”.

A FAES destacou que a relação entre os dois líderes é “um teatro encenado para a galeria” e ressaltou que “pouco lhes importa que essa prática mesquinha não seja de forma alguma do agrado da OTAN, dos Estados Unidos nem da Espanha”.

É o que afirma uma nota divulgada pela fundação dirigida pelo ex-presidente José María Aznar, um dia depois de Trump e Sánchez se encontrarem na cúpula da OTAN em Ancara (Turquia), sob o título “Por que você não cala a boca?”.

EM ANCARA, SÁNCHEZ “SE MOSTROU MUITO MANSO”

A FAES afirmou que a Espanha não pode se dar ao “luxo de que seu governo tente tirar proveito dos antagonismos com o presidente da primeira potência mundial”. Assim, acusou Sánchez de ter “muito lirili e pouco lerele” porque, segundo explica, enquanto nos comícios ele é “antitrumpista”, em Ancara — onde se encontrou com o líder americano na cúpula da OTAN — “se mostrou muito submisso”.

“Nada a ver com Meloni. É possível ser aliado e fazer-se respeitar, como demonstrou a italiana. Não tolerar ofensas é algo muito diferente de aproveitá-las em benefício próprio”, enfatizou a fundação.

Da mesma forma, a FAES exigiu que o chefe do Executivo preste esclarecimentos no Congresso sobre a “redenção” da Espanha e os pagamentos aos quais o presidente americano se referiu nesta quarta-feira na cúpula da OTAN.

Mais especificamente, Trump afirmou: “Tive problemas com a Espanha e continuo tendo, mas hoje ela se redimiu completamente”. Além disso, o morador da Casa Branca destacou que a Espanha se mostrou “muito generosa hoje” ao “atender a um pedido de inúmeros pagamentos” e acrescentou que, se não tivesse feito isso, “nem mesmo” teria “conversado com eles”.

“Não se pode bancar o falcão nos bastidores e a pomba nas praças, ser Patton em Ancara e Gandhi em Madri”, criticou a FAES. Nesse sentido, a organização afirmou que o governo “só é coerente e leal com suas técnicas de propaganda”.

“A CAMISA DE COMANDANTE-CHEFE FICA GRANDE EM TRUMP”

A fundação também criticou as políticas de Trump, que classificou como “improvisações” e “mudanças bruscas de rumo”. Assim, a FAES afirmou que a “função de comandante-chefe do mundo livre não combina com Trump”.

Por fim, a FAES lembrou que “a Europa tem muito trabalho pendente” e que é preciso lidar com as “realidades adiadas por tempo demais”, como a “geopolítica cada vez mais perigosa” ou as “capacidades militares insuficientes para enfrentar ameaças explícitas”.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

Contador

Contenido patrocinado