Europa Press/Contacto/Federico Pestellini
MADRID 2 set. (EUROPA PRESS) -
Os principais líderes do Rally Nacional de extrema-direita francês, Jordan Bardella e Marine Le Pen, saíram da reunião com o primeiro-ministro, François Bayrou, com a mesma mensagem crítica contra o governo e descartando a possibilidade do "milagre" de apoiá-lo na questão de confiança da próxima segunda-feira.
"O milagre não aconteceu", resumiu Bardella ao final da reunião, que faz parte da rodada de contatos promovida por Bayrou para tentar aproximar as posições antes de uma votação que, se fracassar, significará a queda imediata do atual governo.
Bardella, crítico do plano de cortes orçamentários apresentado pelo governo, confirmou à mídia que a reunião desta terça-feira "não mudará a posição do Rally Nacional", que permanece no campo do "não". Nesse sentido, ele destacou que "quanto mais cedo (a França) voltar às urnas, mais cedo terá um orçamento".
Le Pen pediu mais uma vez a dissolução da Assembleia Nacional e que ela seja "ultra-rápida", apesar de o presidente da França, Emmanuel Macron, que tem o poder de convocar eleições, ter dado a impressão de que não está entre seus planos voltar às urnas.
"Se não, qual é a opção? Esperar quatro meses?", disse Le Pen, que vê a necessidade de buscar uma "nova maioria" para aprovar as leis de que o país precisa.
Bayrou já reconheceu na semana passada que não tinha, "a priori", apoio suficiente para salvar uma moção que, de acordo com Le Pen, o colocou "no assento ejetável", à beira do colapso. A falta de apoio também custou o cargo de seu antecessor, Michel Barnier, em dezembro de 2024.
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