CEUTA 3 ago. (EUROPA PRESS) -
As Forças Armadas mobilizadas nas ruas de Ceuta em busca dos migrantes em situação irregular que permanecem na cidade após a entrada em massa transportaram de volta à fronteira de Tarajal centenas de magrebinos na manhã desta segunda-feira.
Os migrantes continuam vagando pelos bairros periféricos da cidade. Centenas deles estão na estrada de Benítez, que leva ao Centro de Estadia Temporária de Imigrantes (CETI), e na estrada do bairro de Benzú, próximo à outra fronteira de Ceuta com o Marrocos, a de Beliones.
Unidades dos Regulares e da Legião do Exército de Terra se dirigiram à localidade de Benzú, onde detiveram um grupo de mais de 50 migrantes. Às 12h, chegaram à área duas viaturas militares, nas quais foram embarcadas cerca de 50 pessoas, que foram encaminhadas para a fronteira de Tarajal, a fim de que retornassem ao Marrocos por conta própria.
Mais de 200 migrantes, muitos deles de origem subsaariana, encontram-se retidos pelo Exército e pela Polícia Nacional na praia do Trampolín, a poucos metros do CETI. O objetivo das forças de segurança é impedir que os migrantes se desloquem para o centro, para os bairros da cidade ou para o centro de acolhimento, que está superlotado com mais de mil residentes, apesar de ter capacidade para 512 vagas.
O presidente de Ceuta, Juan Vivas, estimou na manhã desta segunda-feira, em entrevista concedida à “Telecinco”, que havia “entre 3.000 e 5.000” migrantes que continuavam na cidade após a chegada em massa. Ao meio-dia, o delegado do Governo na cidade, Miguel Ángel Pérez Triano, reduziu esse número para 2.500, conforme atualizou na “TVE”.
O secretário de Presidência e Governo do referido governo, Alberto Gaitán, informou ainda à “Cadena SER” que há mais de 800 menores estrangeiros desacompanhados acolhidos atualmente pela cidade.
Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático