Europa Press/Contacto/Antonin Burat - Arquivo
A prisão abriga 2.000 combatentes do Estado Islâmico MADRID 23 jan. (EUROPA PRESS) - O Exército sírio anunciou na última hora desta quinta-feira que assumiu o controle da prisão de Al Aqtan, na província de Raqqa, como parte do acordo de cessar-fogo alcançado na semana passada com as Forças Democráticas Sírias (FDS), que estipula o fim imediato da ofensiva de Damasco no nordeste do país, bem como a integração das instituições e forças curdo-árabes no Estado sírio.
“Unidades do Exército acabaram de começar a transferir combatentes das Forças Democráticas Sírias da prisão de Al Aqtan e seus arredores, na província de Raqqa, para a cidade de Ain al Arab, a leste de Aleppo”, confirmou o comando de operações das Forças Armadas à agência de notícias estatal SANA, destacando-o como “o primeiro passo” na implementação do acordo assinado no domingo passado. A tomada de Al Aqtan ocorre horas depois de as FDS terem denunciado “bombardeios” desta prisão, que abriga combatentes do Estado Islâmico, por parte das forças afiliadas a Damasco. “Simultaneamente (...) essas facções atacaram os arredores da cidade de Sarrin (província de Aleppo) e a aldeia de Jrus, ao sul de Kobane, com armamento pesado e artilharia”, afirmaram em um comunicado.
As forças curdo-árabes acusaram assim o Executivo liderado por Ahmed al Shara de violar o cessar-fogo. “Só ontem (quarta-feira) ocorreram 22 violações por parte dessas facções, incluindo ataques a Kobane, Hasaka e à prisão de Al Aqtan”, reiteraram.
Por outro lado, denunciaram que as autoridades sírias persistem em “sua política de punição coletiva, cortando o abastecimento de água e eletricidade à cidade de Kobane e impedindo o fornecimento de combustível em meio às duras condições invernais”.
A prisão de Al Aqtan abriga aproximadamente 2.000 combatentes do Estado Islâmico, “muitos” deles considerados os “mais perigosos” do grupo jihadista, de acordo com informações da rede curda Rudaw.
Os Estados Unidos, que encerraram seu apoio militar às FDS na luta contra a organização terrorista, transferiram nesta quarta-feira para o Iraque 150 prisioneiros do grupo que permaneciam em uma prisão na província de Hasaka, custodiada pelas FDS, embora até 7.000 outros possam ser transferidos para instalações iraquianas, de acordo com o Comando Central do Exército dos Estados Unidos (CENTCOM).
O governo sírio declarou nesta quarta-feira como “zonas restritas” o campo de deslocados de Al Hol e as prisões que abrigam combatentes do Estado Islâmico na província síria de Hasaka, após a retirada das FDS do território em virtude do acordo assinado com o governo de transição.
O acordo determina que, em troca da cessação imediata da ofensiva do Exército sírio no nordeste do país, tanto a Administração Autônoma do Norte e Leste da Síria (AANES) quanto as FDS reconhecerão “a transferência administrativa e militar imediata e completa das governadorias de Deir Ezzor e Raqqa para o governo sírio e a integração de todas as instituições civis da governadoria de Hasaka nas instituições e estruturas administrativas do Estado sírio”.
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