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Palestino morto em ataque de colonos nos arredores de Ramallah
MADRID, 24 set. (EUROPA PRESS) -
O exército israelense matou nesta quarta-feira um homem palestino durante uma incursão na cidade de Anza, na Cisjordânia, localizada ao sul de Jenin, sem que as Forças de Defesa de Israel (IDF) comentassem o incidente, em meio ao aumento das operações na Cisjordânia e em Jerusalém Oriental.
Fontes locais citadas pela agência de notícias palestina WAFA indicaram que o falecido, identificado como Ahmed Jihad Barahmé, de 19 anos, foi baleado nas costas durante a incursão, iniciada por volta das 7h30, horário local, o que levou a confrontos na cidade.
Essas fontes enfatizaram que os soldados entraram em uma casa no centro da cidade para usá-la como posto, de onde abriram fogo contra várias pessoas, sem mais informações sobre possíveis vítimas até o momento.
O incidente ocorreu um dia após a morte de um homem palestino em um ataque de colonos israelenses na cidade de Al Muqayir, na Cisjordânia, localizada nos arredores de Ramallah, em meio a um aumento desses incidentes violentos nos últimos meses, de acordo com as autoridades palestinas.
O Ministério da Saúde da Autoridade Palestina disse que o homem morto era Said Murad Nasan, 20 anos, que teria sido baleado por colonos durante o ataque à vila, que foi realizado na presença de soldados israelenses, de acordo com o chefe do conselho local, Amin abu Alia.
Abou Alia disse que Nasan foi baleado no peito e foi evacuado em estado crítico durante um ataque a um parque na parte sul da cidade, um incidente que deixou outros quatro feridos, conforme relatado pela WAFA.
O exército israelense disse que "dezenas de palestinos atiraram pedras e atacaram civis em uma área gramada perto de Al Muqayir e disse que um israelense ficou ferido, antes de confirmar que o tiro que matou Nasan foi disparado por "um soldado fora de serviço".
"Durante o incidente, um soldado fora de serviço no local disparou vários tiros para o ar e depois contra os suspeitos, que ainda estavam se aproximando", disse ele, enfatizando que os militares intervieram para dispersar as partes, sem prisões relatadas, de acordo com o diário israelense 'The Times of Israel'.
A Cisjordânia e Jerusalém Oriental viram um aumento nas operações israelenses na sequência dos ataques de 7 de outubro de 2023, que deixaram cerca de 1.200 pessoas mortas e cerca de 250 sequestradas, de acordo com as autoridades israelenses, embora um número recorde de mortes já tenha sido registrado nos primeiros nove meses daquele ano nesses territórios.
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