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MADRID, 24 jul. (EUROPA PRESS) -
O Exército de Israel invadiu nesta sexta-feira o Hospital Especializado da cidade de Nablus, na Cisjordânia, após os graves incidentes ocorridos na noite passada na localidade de Tell, onde um ataque violento de colonos resultou na morte de pelo menos quatro palestinos e dois israelenses.
O vice-presidente do conselho administrativo do Hospital Especializado de Nablus, Dani Al Masri, declarou à agência de notícias WAFA que as forças israelenses cercaram o hospital, invadiram o pronto-socorro e agrediram a equipe médica, chegando até mesmo a algemar médicos e enfermeiros.
O Exército israelense teria prendido duas pessoas e confiscado as gravações das câmeras de segurança, além de tentar explodir as portas do escritório administrativo do hospital, embora, até o momento, as autoridades militares não tenham se pronunciado sobre o assunto.
A Organização Médicos pelos Direitos Humanos-Israel (PHRI) condenou a incursão militar em uma mensagem nas redes sociais e denunciou que a violência dos colonos se intensificou nas últimas horas “com o apoio e a proteção do Exército”.
“Paramédicos no local descrevem as cidades ao redor de Nablus como isoladas. As portas de acesso foram bloqueadas com barreiras rodoviárias, impedindo que as ambulâncias entrem ou cheguem aos pacientes. Pelo menos quatro casos, incluindo pacientes com fraturas e outras lesões, estão atualmente aguardando evacuação, sem como sair”, lamentou a ONG.
ONDAS DE VIOLÊNCIA NA CISJORDÂNIA
Naaman Abdulá, prefeito da cidade de Sarra, localizada ao sul de Nablus, informou nesta sexta-feira que dezenas de colonos atacaram a cidade, agredindo três cidadãos e incendiando seis casas total ou parcialmente, além de um total de cinco veículos.
Outro grupo de colonos tentou incendiar casas na localidade de Aurif, ao sul de Nablus, deixando uma pessoa ferida, enquanto ao sul de Belém, na localidade de Al Jader, também foram registrados incêndios em carros pertencentes a palestinos.
A violência dos colonos também deixou cinco feridos em Farata, a leste de Qalqilya — quatro deles por tiros e um quinto devido ao impacto de uma pedra na cabeça — depois que um grupo atacou a parte leste da vila munido de pedras, paus e armas. As mesmas cenas de violência se repetiram em Jirbet Imreiha, no distrito de Jenin, no norte, onde os moradores foram atingidos por gás pimenta.
Em meio a esse caos, as forças israelenses intensificaram suas operações militares ao norte das cidades de Ramala e Biré, depois que o chefe do Estado-Maior do Exército, Eyal Zamir, prometeu prender “todos os terroristas” envolvidos no ataque à localidade palestina de Tell.
“Esta manhã, mobilizamos numerosas forças adicionais para reforçar a defesa e as operações ofensivas contra a infraestrutura terrorista na região”, explicou Zamir em um comunicado divulgado nas redes sociais.
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