Europa Press/Contacto/Ankhar Kochneva
MADRID 4 abr. (EUROPA PRESS) -
O Exército israelense lançou neste sábado uma série de bombardeios contra posições do partido-milícia xiita libanês Hezbollah em Beirute, capital do Líbano, após o lançamento de foguetes contra o norte de Israel a partir de território libanês, onde as operações militares israelenses já causaram mais de 1.300 mortos.
“As Forças Armadas começaram a atacar infraestruturas do Hezbollah em Beirute”, informou o Exército nas redes sociais na madrugada deste sábado, após vários ataques contra o norte de Israel, que atribuiu ao Hezbollah.
Israel lançou há um mês uma ofensiva contra o Líbano no âmbito do conflito regional desencadeado por seus ataques conjuntos com os Estados Unidos contra o Irã no último dia 28 de fevereiro. De acordo com o último balanço de vítimas fornecido pelas autoridades libanesas, já são 1.318 os mortos nesses ataques.
A OMS PEDE APOIO URGENTE PARA SISTEMAS DE SAÚDE "SOB EXTREMA PRESSÃO"
No contexto do conflito, o diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom, pediu nesta sexta-feira "apoio urgente" para os sistemas de saúde de vários países abalados pela instabilidade no Oriente Médio.
Segundo dados da OMS, a violência na região causou 3.300 mortos, 30.000 feridos e mais de quatro milhões de deslocados no Líbano, Irã, Iraque, Síria e Jordânia. No território libanês, o número de deslocados chega a mais de 1,16 milhão de pessoas.
Nesse contexto, os hospitais libaneses enfrentam um “aumento repentino” nos casos de incidentes com múltiplas vítimas enquanto “lutam para manter os serviços essenciais”, ao mesmo tempo em que 52 profissionais de saúde morreram e 128 ficaram feridos em ataques israelenses.
Diante dessa situação, a OMS estima que sejam necessários 30,3 milhões de dólares até agosto deste ano para atender às necessidades da população afetada em todos esses países, onde os sistemas de saúde se encontram “sob extrema pressão”, lamentou a organização.
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