MADRID 31 jul. (EUROPA PRESS) -
O exército israelense anunciou na quinta-feira que realizou vários ataques em diferentes partes do Líbano, como parte do bombardeio israelense ao país vizinho, apesar do cessar-fogo acordado no final de 2024.
As Forças de Defesa de Israel (IDF) disseram em uma declaração em seu perfil na rede social X que seus ataques tiveram como alvo "infraestrutura para a produção e armazenamento de armas estratégicas" no Vale do Bekaa (leste) e no sul do Líbano.
"Entre as infraestruturas visadas, havia infraestruturas para a produção de explosivos usados para o desenvolvimento de armas pela organização terrorista Hezbollah e um local subterrâneo para a produção de mísseis e o armazenamento de armas estratégicas", afirmou.
A esse respeito, ele considerou que o partido-milícia xiita libanês estava "participando" da restauração dessas posições, ações que "constituem uma violação dos acordos entre Israel e o Líbano". "A IDF continua a agir para proteger o Estado de Israel", concluiu.
As autoridades israelenses justificam esses ataques contra o Líbano argumentando que estão agindo contra as atividades do Hezbollah e, portanto, não violam o cessar-fogo acordado em novembro, embora tanto Beirute quanto o grupo xiita tenham criticado essas ações, que também foram condenadas pela ONU por seu impacto negativo sobre a estabilidade do país.
O pacto, firmado após meses de combates na esteira dos ataques de 7 de outubro de 2023, estipulou que tanto Israel quanto o Hezbollah deveriam retirar suas tropas do sul do Líbano. No entanto, o exército israelense manteve cinco postos no território do país vizinho, algo que também foi criticado pelas autoridades libanesas e pelo grupo xiita, que exigem o fim desse destacamento.
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