Publicado 02/02/2026 09:58

O Exército de Israel mata um suposto membro do Hezbollah em um novo bombardeio contra o Líbano

Danos materiais causados por um bombardeio realizado em janeiro de 2026 pelo Exército de Israel contra Qannarit, no sul do Líbano, apesar do cessar-fogo em vigor desde novembro de 2024 (arquivo)
Europa Press/Contacto/Marwan Naamani

MADRID 2 fev. (EUROPA PRESS) - O Exército de Israel matou nesta segunda-feira um suposto membro do partido-milícia xiita Hezbollah em um novo bombardeio contra o Líbano, apesar do cessar-fogo acordado em novembro de 2024 após cerca de treze meses de combates na sequência dos ataques de 7 de outubro de 2023.

O Ministério da Saúde libanês indicou que os últimos bombardeios atingiram as localidades de Ansariyé e Qaleilé, em Sidon e Tiro, respectivamente, e acrescentou que resultaram na “morte de uma pessoa e outros oito feridos”, segundo informou a agência de notícias estatal libanesa, NNA.

Por sua vez, o Exército israelense afirmou ter “eliminado um terrorista que tentava restaurar a infraestrutura militar do Hezbollah” em seu bombardeio contra Ansariyé, antes de acrescentar que outro ataque executado no domingo matou “um alto funcionário do sistema de defesa aérea do Hezbollah”.

O falecido durante o dia de domingo foi identificado por Israel como Alí al Hadi al Haqani, a quem acusou de “estar envolvido em tentativas de restaurar a infraestrutura militar do sistema aéreo do Hezbollah”. “As ações desses terroristas constituem uma violação dos acordos entre Israel e o Líbano”, concluiu, em referência ao referido cessar-fogo.

Israel lançou dezenas de bombardeios contra o Líbano, apesar do cessar-fogo de novembro de 2024, argumentando que age contra as atividades do Hezbollah e assegura que, por isso, não viola o pacto, embora tanto Beirute quanto o grupo tenham se mostrado críticos a essas ações, igualmente condenadas pelas Nações Unidas.

O cessar-fogo previa que tanto Israel quanto o Hezbollah deveriam retirar suas tropas do sul do Líbano. No entanto, o Exército israelense manteve cinco postos no território de seu país vizinho, algo também criticado pelas autoridades libanesas e pelo grupo xiita, que exigem o fim desse destacamento.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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