Publicado 07/04/2026 04:57

O Exército de Israel mata mais cinco pessoas em novos bombardeios contra vários pontos no sul do Líbano

Israel confirma o envio de uma sexta divisão ao território libanês e a destruição de uma mesquita durante uma operação contra o Hezbollah

6 de abril de 2026, Beirute, Líbano: Uma escavadeira retira um carro destruído do local do ataque israelense de ontem a um bairro populoso na região de Jnah, nos arredores do subúrbio sul de Beirute, reduto do Hezbollah pró-iraniano. Quatro pessoas...
Europa Press/Contacto/Marwan Naamani

MADRID, 7 abr. (EUROPA PRESS) -

Pelo menos cinco pessoas morreram em novos ataques perpetrados nesta terça-feira pelo Exército de Israel contra o Líbano, em meio a uma nova invasão do país na sequência da ofensiva lançada em 28 de fevereiro, em conjunto com os Estados Unidos, contra o Irã — operações para as quais, nas últimas horas, o Exército israelense mobilizou uma sexta divisão em território libanês.

De acordo com informações coletadas pela agência de notícias estatal libanesa, NNA, pelo menos três pessoas morreram em um ataque contra Maaraké, enquanto outras duas morreram em ataques separados contra Deir Zahrani e Zibdin.

O Exército israelense destacou nesta terça-feira que a 98ª Divisão, composta por paraquedistas e comandos, iniciou na semana passada “operações terrestres contra alvos adicionais no sul do Líbano”, juntando-se assim às divisões 91ª, 36ª, 146ª e 162ª, já mobilizadas no país vizinho.

Assim, ele ressaltou que essas forças “concluíram sua mobilização” na chamada “linha antitanque”, localizada a dezenas de quilômetros da fronteira comum e em um território a partir do qual Israel afirma que o partido-milícia xiita Hezbollah poderia lançar mísseis antitanque contra território israelense.

“As forças da 98ª Divisão atuam em pontos operacionais onde se conseguiu o controle para limpar a zona de terroristas e infraestrutura terrorista, em paralelo com os ataques contra os centros de gravidade do Hezbollah”, destacou em seu comunicado.

Nesse sentido, destacou que, nos últimos dias, suas forças destruíram uma mesquita no sul do Líbano no âmbito de uma operação contra “uma formação antitanque do Hezbollah” que supostamente se encontrava no prédio. “Imediatamente após a identificação, as forças eliminaram os terroristas e destruíram o complexo para eliminar a ameaça”, concluiu.

As autoridades libanesas elevaram para cerca de 1.500 o número de mortos e para mais de 4.600 o de feridos pelos ataques de Israel, que também deixaram mais de um milhão de deslocados, enquanto pelo menos outras 200 mil cruzaram a fronteira para a vizinha Síria desde 2 de março, de acordo com dados do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR).

O Exército de Israel desencadeou uma onda de bombardeios e operações terrestres contra o Líbano em resposta ao lançamento de projéteis pelo Hezbollah, em retaliação ao assassinato do líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, na ofensiva lançada em 28 de fevereiro em conjunto com os Estados Unidos contra o país asiático, em pleno andamento das negociações entre Washington e Teerã para tentar chegar a um novo acordo nuclear.

Israel já havia lançado, nos últimos meses, dezenas de bombardeios contra o Líbano, apesar do cessar-fogo alcançado em novembro de 2024, argumentando que age contra as atividades do Hezbollah e assegurando que, por isso, não viola o pacto, embora tanto as autoridades libanesas quanto o grupo tenham se mostrado críticos em relação a essas ações, igualmente condenadas pelas Nações Unidas.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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