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MADRID 4 set. (EUROPA PRESS) -
O Exército de Israel anunciou na madrugada desta sexta-feira que “lançou um ataque” no nordeste da Faixa de Gaza após detectar “tiros” contra suas forças destacadas na região, o que considerou “uma violação flagrante do acordo de cessar-fogo”, apesar de as tropas israelenses não terem deixado de atacar o enclave desde o cessar-fogo assinado em outubro de 2025.
“Recentemente, foram detectados disparos contra as forças das Forças de Defesa de Israel (FDI) que operam a leste da Linha Amarela, no norte da Faixa de Gaza”, indicou um porta-voz militar, que ressaltou que “não houve baixas” entre suas forças.
Em seguida, “as FDI lançaram um ataque na área”, informou o porta-voz, assegurando logo em seguida que “trata-se de uma violação flagrante do acordo de cessar-fogo na Faixa de Gaza”.
“As FDI consideram com grande gravidade as tentativas das organizações terroristas da Faixa de Gaza de promover e executar planos terroristas contra tropas das FDI que operam na região”, conclui o comunicado.
Também após a meia-noite, o jornal palestino “Filastín”, ligado ao Movimento de Resistência Islâmica (Hamas), informou sobre ataques aéreos israelenses na parte leste da cidade de Gaza e também nas proximidades do cruzamento de Sanafir, na parte norte da cidade.
Este novo ataque — realizado horas depois daquele que, nesta mesma quinta-feira, deixou pelo menos dois mortos em Beit Lahia, no norte da Faixa — soma-se às centenas de operações militares israelenses que causaram mais de 1.300 mortos e 4.400 feridos desde o acordo de cessar-fogo de outubro de 2025.
O balanço desde o início da ofensiva lançada por Israel após os ataques de 7 de outubro de 2023 — que deixaram oficialmente cerca de 1.200 mortos e cerca de 250 sequestrados — chega a 73.470 mortos e 174.540 feridos.
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