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MADRID 11 fev. (EUROPA PRESS) - O Exército de Israel anunciou nesta quarta-feira que seu primeiro batalhão composto por ultraortodoxos está operacional, após manobras realizadas recentemente nos Altos do Golã e cerca de um ano após sua criação, uma medida controversa que provocou mobilizações contra o governo no seio dessa comunidade judaica.
Assim, indicou em um comunicado que a Brigada Hasmonea do Batalhão Yonatan completou na terça-feira suas primeiras manobras em nível de batalhão, “concluindo assim a certificação operacional em nível de batalhão e seus preparativos para atividades operacionais”, antes de especificar que, como parte desses exercícios, foram realizadas “práticas de combate em campo aberto, incursões e combates em áreas construídas”.
O comandante das Forças Terrestres, Nadav Lotan, destacou que “é possível ser ultraortodoxo e ser um combatente”. “Vocês estão fazendo história”, afirmou, antes de declarar que a criação desta brigada “representa um passo significativo”. “Estou orgulhoso de vocês, combatentes e comandantes. Vocês operam em alto nível operacional e mantêm uma identidade única”, concluiu. A criação deste batalhão faz parte dos esforços das Forças de Defesa de Israel (FDI) para recrutar ultraortodoxos diante da falta de pessoal causada pelo conflito aberto após os ataques de 7 de outubro de 2023 e a subsequente ofensiva contra a Faixa de Gaza. A medida provocou fortes tensões no seio do Executivo de Benjamin Netanyahu, apoiado por partidos ultraortodoxos e de extrema direita.
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