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MADRID 30 jul. (EUROPA PRESS) -
O Exército de Israel voltou a atacar nesta quinta-feira áreas da província de Quneitra, no sudoeste da Síria, poucos dias após ter realizado várias incursões militares na região, onde destruiu residências e posicionou veículos militares em áreas próximas aos Altos do Golã ocupados.
Agora, os ataques com artilharia ocorreram nas proximidades de Tal al Ahmar — palco frequente de tensões e operações militares —, em uma zona rural da referida província, embora, por enquanto, não haja indícios de vítimas fatais ou feridos, segundo informações da agência de notícias síria SANA.
No último domingo, as forças israelenses também bombardearam terras agrícolas próximas à localidade de Taranga, na região norte de Quneitra, em uma clara violação do acordo assinado em 1974, que está violado há vários anos, depois que Israel entrou na região das Colinas do Golã sob supervisão da ONU — segundo o governo israelense, como medida preventiva, dada a instabilidade que a Síria atravessava naquele momento.
Desde então, Israel vem realizando prisões e perpetrando atos de destruição de propriedades com escavadeiras e ataques com fogo de artilharia. As autoridades sírias têm exigido repetidamente a retirada das forças israelenses de seu território, ressaltando que todas as medidas adotadas por Israel são “nulas” e carecem de validade jurídica segundo o Direito Internacional.
Israel considerou aquele acordo “encerrado” poucas horas após a queda do regime do ex-presidente sírio Bashar al Assad, em 8 de dezembro de 2024. Após denunciar “ataques jihadistas” contra as forças da ONU, o Exército israelense acabou entrando em uma zona restrita desde o fim da guerra árabe-israelense de 1973 (a Guerra do Yom Kippur, como é conhecida em Israel).
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