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MADRID 3 abr. (EUROPA PRESS) -
A porta-voz das Forças de Defesa de Israel anunciou nesta quinta-feira a morte de um comandante da unidade de mísseis balísticos da região de Kermanshah, no oeste do Irã, bem como a de outro membro do comando petrolífero daquele país asiático, contra o qual Israel e os Estados Unidos lançaram uma ofensiva conjunta no último dia 28 de fevereiro.
"Em um ataque preciso da Força Aérea (de Israel) na região de Kermanshah, Makram Atimi, comandante de uma unidade central de mísseis no oeste do Irã, foi eliminado”, precisou a força de segurança israelense em uma mensagem enviada por meio de seu canal no Telegram, na qual garantiu que as Forças de Defesa de Israel (FDI) “continuam operando ininterruptamente para danificar o sistema de mísseis balísticos” do Irã.
A essa morte, as FDI somaram a de “vários comandantes de batalhão (adicionais) da unidade de mísseis balísticos”, aos quais atribuiu a responsabilidade por “dezenas de lançamentos de mísseis” contra território israelense. Por isso, defendeu a porta-voz, sua “eliminação” agrava os danos à referida unidade “juntamente com o desmantelamento contínuo da infraestrutura do sistema de mísseis” da República Islâmica.
Referindo-se a uma operação realizada no último sábado em Teerã sob as orientações da Direção de Inteligência israelense, as FDI informaram sobre a morte do comandante do comando petrolífero iraniano, Jamshid Eshaqi, a quem se referiram como um “líder do braço financeiro das forças do regime”, bem como das “indústrias militares para a produção de mísseis balísticos e dos mecanismos de repressão” do país dos aiatolás.
Por sua vez, vincularam Eshaqi a um dos responsáveis por “fornecer fundos destinados a financiar grupos terroristas afins ao regime em todo o Oriente Médio”, referindo-se concretamente ao partido-milícia xiita libanês Hezbollah e aos rebeldes houthis do Iêmen, que reivindicaram nesta mesma quinta-feira novas ondas de ataques com mísseis balísticos contra território israelense, no âmbito de uma operação conjunta com Teerã.
Vale ressaltar que, até o momento, as autoridades do Irã não se pronunciaram sobre o anúncio dessas mortes que, se confirmadas, se somariam a outras decorrentes da referida ofensiva lançada pelos Estados Unidos e Israel, como as do líder supremo, o aiatolá Ali Khamenei, do secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional, Ali Larijani, ou do comandante da Marinha, Alireza Tangsiri.
Por fim, após esclarecer que o comando petrolífero permite ao Irã “continuar suas atividades e fortalecimento militar por meio dos lucros da venda de petróleo”, a porta-voz das FDI informou que seus militares “continuarão agindo contra os comandantes e líderes do regime terrorista iraniano onde for necessário”.
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