FUERZAS DE DEFENSA DE ISRAEL - Arquivo
O número de “terroristas” mortos desde o início da guerra ultrapassa 7.500
MADRID, 29 maio (EUROPA PRESS) -
O chefe do Exército de Israel, Eyal Zamir, afirmou nesta sexta-feira que as tropas estão obtendo “avanços” no âmbito de suas operações no sul do Líbano, onde as forças israelenses continuam com os ataques apesar do cessar-fogo acordado em abril.
Em uma visita à 210ª Divisão das Forças Armadas, Zamir destacou que as tropas estão realizando “um trabalho extraordinário diante de desafios complexos”. “Elas agem de forma criativa, com iniciativa e responsabilidade, o que inclui atuar em novos espaços para continuar pressionando o inimigo e destruir suas capacidades”, indicou em um comunicado.
Assim, ele enfatizou que o objetivo é “prejudicar sistematicamente” o partido-milícia xiita libanês Hezbollah e destacou que “não há lugar algum onde seus membros tenham imunidade”. “A Linha Amarela não nos limita. Se identificarmos uma ameaça, a removemos. Se houver uma necessidade operacional de manobrar, o faremos, e qualquer dano ao Hezbollah é também um dano ao eixo iraniano", assegurou.
"Estamos preparados para qualquer desdobramento dos acontecimentos", afirmou, ao mesmo tempo em que defendeu que os recursos das tropas israelenses "estão sendo investidos no Comando Norte", que "opera diariamente". “Continuaremos a fazer uso de nossa liberdade operacional sempre que for necessário para eliminar as ameaças existentes”, afirmou.
“Nosso objetivo é claro: eliminar completamente a ameaça representada pelo Hezbollah e defender as comunidades do norte do país. (...) O dano acumulado que lhes causamos é grave e sem precedentes, com mais de 7.500 terroristas eliminados desde o início da guerra e 2.500 deles desde o início da ofensiva contra o Irã”, afirma o documento.
Nesse sentido, ele alertou que “a ameaça dos drones representa um desafio” que “pode ser superado”. “O campo de batalha não é um ambiente seguro nem jamais o será, embora estejamos investindo os melhores recursos, o talento e as capacidades do Exército nessa área”, afirmou. “Estou ciente do fardo, da dificuldade e do preço que isso implica para os militares e suas famílias”, declarou.
O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, garantiu na terça-feira que o Exército está “intensificando” sua ofensiva no Líbano, onde já morreram por essa causa mais de 3.300 pessoas desde o início de março, apesar das negociações em andamento com o governo libanês para tentar chegar a um acordo de paz.
As últimas hostilidades em grande escala eclodiram em 2 de março, quando o partido-milícia xiita Hezbollah lançou projéteis contra Israel em resposta ao assassinato do líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, na ofensiva lançada em 28 de fevereiro por Israel e pelos Estados Unidos contra o país asiático.
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