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MADRID 2 jun. (EUROPA PRESS) -
As Forças Armadas de Israel admitiram nesta terça-feira ter atingido “indiretamente” um hospital localizado nas proximidades de seus alvos militares durante os ataques de segunda-feira contra posições do partido-milícia xiita Hezbollah em áreas ao sul da cidade libanesa de Tiro.
Assim, indicaram que o centro médico sofreu danos de forma “involuntária” durante os ataques. “Análises preliminares indicam que, como consequência do ataque, um hospital da região sofreu danos. Vale ressaltar que o hospital não era o alvo do ataque e que, aparentemente, foi afetado acidentalmente em decorrência dos ataques”, indicou o Exército em um comunicado.
Nesse sentido, acusou novamente o Hezbollah de “posicionar-se sistematicamente entre a infraestrutura civil e os centros populacionais”, bem como de “colocar sua infraestrutura perto de instituições médicas”. “Isso coloca em risco a vida de pacientes, profissionais de saúde e civis da região, violando o Direito Internacional”, afirmou.
Além disso, ressaltou que as forças israelenses “atuam exclusivamente contra a organização terrorista Hezbollah” e “têm agido, na medida do possível, para minimizar os danos à infraestrutura civil, às instituições médicas e aos profissionais de saúde”.
As autoridades libanesas estimam em quatro o número de mortos e em 127 o de feridos, entre os quais 39 funcionários do hospital Yabal Amel, que recebe apoio da organização Médicos Sem Fronteiras (MSF), que condenou os ataques. O centro sofreu graves danos nas alas de radiologia, terapia intensiva e salas de cirurgia, o que obrigou parte da equipe a transferir “urgentemente metade dos pacientes que permaneciam na terapia intensiva para outra sala, a fim de garantir sua segurança”.
O Ministério da Saúde elevou para mais de 3.450 o número de mortos e para 10.500 o de feridos em decorrência dos ataques perpetrados pelo Exército de Israel contra seu território desde o último dia 2 de março, quando retomou os confrontos contra o Hezbollah, apesar do cessar-fogo que estava em vigor desde meados de abril.
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