Iranian Army Office/ZUMA Press W / DPA - Arquivo
MADRID 6 mar. (EUROPA PRESS) - O Exército do Irã afirmou na madrugada desta sexta-feira que os ataques iranianos nos próximos dias “serão mais intensos e generalizados”, no âmbito das represálias pela ofensiva militar lançada no sábado passado contra Teerã e outros pontos do país por parte dos Estados Unidos e Israel.
“Nos próximos dias, os ataques iranianos contra posições inimigas serão mais intensos e generalizados”, afirmou Ibrahim Zolfaqari, porta-voz do quartel-general de Jatam al Anbiya, um órgão do Exército iraniano, em declarações recolhidas pela agência iraniana IRNA.
Na mesma linha, indicou que as Forças Armadas realizaram “inúmeras operações ofensivas e defensivas durante o último dia e noite”. “A Força Aérea e a Marinha do Exército da República Islâmica lançaram drones destrutivos contra os territórios ocupados, atacando a base aérea de Ramat David e o radar Miron”, afirmou ele em relação às operações dirigidas contra Israel.
Além disso, anunciou dois ataques com drones: um contra “a localização dos terroristas americanos no Campo Al Adiri, no Kuwait”, e um segundo contra “o quartel-general dessas forças em Erbil”, no Curdistão iraquiano.
Sua aparição ocorreu pouco depois de o porta-voz do Exército iraniano, o brigadeiro-general Mohamad Akramnia, ter afirmado que o Irã “definitivamente” conta com “a preparação necessária para uma guerra de longo prazo”, apontando assim para uma previsão temporal mais ampla do que as quatro ou cinco semanas inicialmente apontadas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
“Combatemos de forma controlada”, alegou o porta-voz militar em declarações recolhidas pela agência ISNA, nas quais assegurou que as forças iranianas estão “muito mais bem preparadas do que na guerra dos doze dias”, em alusão aos ataques israelenses e americanos perpetrados em junho de 2025.
“Hoje podemos continuar lutando enquanto as autoridades do país desejarem”, defendeu Akramnia, argumentando que o Exército do Irã “conhece a frente inimiga, seu equipamento e munições”. “O inimigo admite hoje que suas armas defensivas estão se esgotando e que, em poucos dias, as bases americanas na região estarão completamente indefesas”, alegou, apesar de as declarações do governo Trump e das Forças Armadas americanas terem apontado no sentido oposto, chegando o presidente a afirmar que a potência norte-americana pode travar guerras “eternamente”.
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