Europa Press/Contacto/Spc. Trey Woodard/U.S Army
Trata-se da segunda operação realizada no âmbito da nova Força-Tarefa Conjunta do Hemisfério Ocidental, após outra que deixou dois mortos no domingo
Já somam pelo menos 229 mortos em 69 bombardeios executados ou liderados pelo SOUTHCOM
MADRI, 26 ago. (EUROPA PRESS) -
O Exército dos Estados Unidos anunciou a morte de quatro pessoas em um ataque perpetrado nesta terça-feira contra uma embarcação no mar do Caribe, que foi apontada por, supostamente, “operar em rotas estabelecidas de tráfico de drogas”, em consonância com a justificativa utilizada para os bombardeios realizados no âmbito da chamada operação “Lança do Sul”, agora estendida às ações da nova Força Operativa Conjunta do Hemisfério Ocidental, composta pelos 18 países membros de sua Coalizão Contra os Cartéis das Américas.
“A Força-Tarefa Conjunta do Hemisfério Ocidental executou um ataque cinético letal contra uma lancha rápida que operava em rotas estabelecidas de tráfico de drogas no Caribe”, afirmou nas redes sociais o Comando Sul (CENTCOM) do Exército dos Estados Unidos.
Na mesma publicação, o órgão militar alegou “informações de inteligência confirmadas” que teriam revelado “a participação ativa da embarcação no tráfico de drogas”. “A operação resultou na morte de quatro narcoterroristas”, acrescenta a mensagem.
Nela, o comandante do SOUTHCOM, o general Francis Donovan, destacou que o órgão militar que ele dirige “está determinado a neutralizar o terror e a violência dos cartéis em toda a região e em território norte-americano”.
Além disso, ele destacou que “a Força-Tarefa Conjunta do Hemisfério Ocidental continua realizando operações precisas e letais contra os cartéis”.
Este ataque segue-se ao perpetrado no último domingo, também pela Força-Tarefa Conjunta do Hemisfério Ocidental e igualmente anunciado pelo SOUTHCOM na madrugada de segunda-feira. Na ocasião, a referida Força matou duas pessoas — às quais classificou como “narcoterroristas” — ao atacar “uma embarcação discreta que operava em rotas de tráfico de drogas estabelecidas no Pacífico Oriental”.
“Quando ordenei a criação da Força-Tarefa Conjunta do Hemisfério Ocidental, foi precisamente com esse propósito: acelerar, sincronizar e executar ações letais contra essas redes narcoterroristas desestabilizadoras”, declarou na ocasião o general Donovan, que garantiu que os membros do grupo militar estão “comprometidos em exercer uma pressão sistêmica total sobre os narcoterroristas: interromper suas operações, desmantelar sua liderança e eliminar o terror dos cartéis em toda a região”.
“Esta operação é uma demonstração poderosa de nossa precisão letal, nossa capacidade avassaladora e nossa determinação absoluta em proteger o território dos Estados Unidos”, afirmou.
Trata-se das seis primeiras mortes causadas por ataques realizados sob o comando da nova força conjunta e das duas primeiras operações desse tipo desde 21 de junho. Somando os 67 ataques perpetrados até então, a campanha militar no Mar do Caribe e no Oceano Pacífico Oriental já totaliza 229 vítimas fatais.
Apesar das acusações por parte de membros da oposição e de grupos de defesa dos direitos humanos de que o governo de Donald Trump estaria cometendo execuções extrajudiciais, o Executivo republicano comunicou ao Congresso que o país se encontra em um “conflito armado” contra os cartéis de drogas, classificando os mortos como “combatentes ilegais” e alegando ter o poder de realizar ataques letais sem supervisão judicial, com base em uma determinação confidencial do Departamento de Justiça.
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