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MADRID 26 fev. (EUROPA PRESS) -
O Exército do Líbano foi destacado em mais de 160 posições no sul do país desde a assinatura, em novembro de 2024, do acordo de cessar-fogo com Israel, conforme confirmado pela Força Interina das Nações Unidas no Líbano (FINUL), que está apoiando esses esforços, diante da instabilidade causada pelos repetidos ataques israelenses contra o país.
“A FINUL continua apoiando o Exército do Líbano enquanto ele se redistribui no sul do Líbano. Sua distribuição em 165 posições desde o Acordo de Cessação das Hostilidades é um passo importante para fortalecer a autoridade estatal e melhorar a segurança das comunidades do sul”, afirmou.
Assim, afirmou em uma mensagem nas redes sociais que “esse progresso se baseia em uma estreita coordenação no terreno e nos esforços constantes para criar um ambiente mais estável, em conformidade com a resolução 1701 (do Conselho de Segurança da ONU)”, que é também o pilar do referido acordo de cessar-fogo.
O comunicado foi publicado depois que o Exército do Líbano ordenou na terça-feira “reforçar” um posto militar no sul do país após um novo ataque por parte de Israel e “responder ao fogo” a partir do local, em meio às tensões fronteiriças por essas atividades militares israelenses.
Israel lançou dezenas de bombardeios contra o Líbano, apesar do cessar-fogo de novembro de 2024, argumentando que age contra as atividades do partido-milícia xiita Hezbollah e assegura que, por isso, não viola o pacto, embora tanto Beirute quanto o grupo tenham se mostrado críticos a essas ações, igualmente condenadas pelas Nações Unidas.
O cessar-fogo previa que tanto Israel quanto o Hezbollah deveriam retirar suas tropas do sul do Líbano. No entanto, o Exército israelense manteve cinco postos no território de seu país vizinho, algo também criticado pelas autoridades libanesas e pelo grupo xiita, que exigem o fim desse destacamento.
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