Marwan Naamani/dpa - Arquivo
MADRID 24 fev. (EUROPA PRESS) -
O Exército do Líbano ordenou nesta terça-feira “reforçar” um posto militar no sul do país após um novo ataque por parte de Israel e “responder ao fogo” a partir do local, ao mesmo tempo em que indicou que o evento está sob supervisão do comitê que analisa o acordo de cessar-fogo assinado em novembro de 2024.
Assim, afirmou em um comunicado publicado que o local foi alvo de um ataque “enquanto o Exército estabelecia um posto de observação” perto de Sarda-Marjayún. “A área circundante foi atacada pelo lado israelense”, afirmou. “Simultaneamente, um drone israelense voou a baixa altitude e lançou ameaças para obrigar o pessoal a abandonar o local”, disse, ao mesmo tempo em que enfatizou que a cúpula militar “ordenou reforçar o posto, permanecer lá e responder ao fogo”.
“O assunto está sendo analisado em coordenação com o comitê que supervisiona o acordo de cessação das hostilidades e a Força Interina das Nações Unidas no Líbano (FPNUL)”, concluiu, sem se pronunciar sobre baixas e sem que Israel tenha feito declarações sobre o incidente.
Israel lançou dezenas de bombardeios contra o Líbano, apesar do cessar-fogo de novembro de 2024, argumentando que está agindo contra as atividades do partido-milícia xiita Hezbollah e assegurando que, por isso, não viola o pacto, embora tanto Beirute quanto o grupo tenham se mostrado críticos a essas ações, igualmente condenadas pelas Nações Unidas.
O cessar-fogo previa que tanto Israel quanto o Hezbollah deveriam retirar suas tropas do sul do Líbano. No entanto, o Exército israelense manteve cinco postos no território de seu país vizinho, algo também criticado pelas autoridades libanesas e pelo grupo xiita, que exigem o fim desse destacamento.
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