Marwan Naamani/dpa - Arquivo
MADRID 21 jul. (EUROPA PRESS) -
O Exército do Líbano confirmou nesta terça-feira o envio de suas forças para a primeira operação no sul do país, com o objetivo de assumir o controle de localidades situadas em uma zona piloto da qual as forças israelenses se retiraram.
“As unidades militares começaram nesta manhã a se mobilizar na localidade de Zautar el Gharbiyé, próxima a Nabatiyé, com base nas comunicações existentes com o Grupo de Coordenação Militar do Líbano (MCG4L)”, informou o Exército do Líbano em uma mensagem nas redes sociais, na qual faz referência ao grupo que conta com o apoio e a participação dos Estados Unidos para garantir a aplicação geral do acordo-quadro entre Israel e o Líbano.
O comando militar libanês aproveita a comunicação para ressaltar que os cidadãos não devem se dirigir à localidade “até que a situação de segurança se estabilize” e pede que a população da região siga as instruções das unidades militares mobilizadas.
Essa medida decorre do acordo assinado em junho entre o Líbano e Israel para a cessação das hostilidades e a retirada do Exército israelense de áreas-piloto, embora a retirada definitiva venha a depender, no entanto, do desarmamento efetivo do Hezbollah.
O acordo prevê um “processo recíproco e gradual” pelo qual o Exército libanês “restabelecerá a soberania efetiva” sobre todo o seu território, embora o pacto permaneça “sujeito ao desarmamento verificado” do Hezbollah, que já rejeitou esse acordo. As zonas de retirada de Israel estão localizadas além dos limites originais daquilo que Tel Aviv chama de “zona tampão”, estabelecida em abril.
Inicialmente, as partes concordaram com duas “zonas-piloto”, cuja segurança será assumida, mais uma vez “gradualmente”, pelo Exército do Líbano, caso Israel considere que existem as garantias de segurança necessárias.
Nesta segunda-feira, tanto os Estados Unidos quanto Israel confirmaram o início da operação para sair das áreas delimitadas no sul do Líbano, conforme previsto no acordo. “Como parte desse programa piloto, equipes das Forças de Defesa de Israel (FDI), do Exército dos Estados Unidos e das Forças Armadas do Líbano estão realizando tarefas de coordenação e planejamento para a aplicação contínua do acordo”, explicou o Exército israelense, que ressaltou, no entanto, que “responderá com firmeza a qualquer violação do acordo”.
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