Iranian Army Office/ZUMA Press W / DPA - Arquivo
MADRID 19 maio (EUROPA PRESS) -
O Exército do Irã ameaçou nesta terça-feira “abrir novas frentes” caso os Estados Unidos e Israel retomem a ofensiva contra o país, lançada de surpresa em 28 de fevereiro, em meio ao cessar-fogo em vigor, alcançado em 8 de abril e prorrogado várias vezes pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que já colocou em várias ocasiões sobre a mesa a possibilidade de retomar os ataques caso não haja um acordo que o satisfaça.
“Se o inimigo cometer uma nova estupidez e cair novamente na armadilha sionista e lançar outra agressão contra o querido Irã, abriremos novas frentes contra ele, com novas ferramentas e métodos”, afirmou o porta-voz do Exército iraniano, Mohamad Akraminia, que ressaltou que “a República Islâmica do Irã não pode ser cercada ou derrotada”.
Assim, ele elogiou a presença de iranianos nas mobilizações convocadas para apoiar as autoridades e ressaltou que “eles são um fator importante para derrotar os planos do inimigo e elevar a motivação e o moral das Forças Armadas do Irã”, segundo informou a agência de notícias iraniana ISNA.
As palavras de Akraminia vêm depois de Trump ter afirmado na segunda-feira, em um comunicado publicado nas redes sociais, que havia suspendido alguns ataques previstos supostamente para esta terça-feira, após um pedido da Arábia Saudita, dos Emirados Árabes Unidos (EAU) e do Catar.
Trump afirmou ter tomado essa decisão diante da possibilidade de Washington e Teerã chegarem a “um acordo que será muito aceitável para os Estados Unidos e também para todos os países do Oriente Médio”, sem fornecer mais detalhes a respeito e sem que o Irã tenha se pronunciado sobre avanços nas negociações, mediadas pelo Paquistão.
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