EJÉRCITO DE YEMEN - Arquivo
MADRID, 18 ago. (EUROPA PRESS) -
O Exército do Iêmen informou nesta segunda-feira que, nas últimas 24 horas, realizou mais de 130 operações militares contra posições dos rebeldes houthis, sem relatar vítimas humanas decorrentes dessas intervenções.
“Realizamos 133 operações militares contra as capacidades e os elementos da milícia terrorista huti nas últimas 24 horas”, afirmou o porta-voz das Forças Armadas do Iêmen, o coronel Abdullah Al Nuzaili, em uma mensagem nas redes sociais.
Para isso, precisou ele, os militares utilizaram lança-foguetes, artilharia e drones para “destruir as fontes de ameaça”. Tudo isso contou com a participação de unidades do Exército iemenita — reconhecido internacionalmente — posicionadas ao longo das linhas de contato.
Essa nova onda de ataques ocorre apenas dois dias depois de as Forças Armadas terem informado sobre mais de 180 ataques contra posições dos rebeldes houthis, causando, segundo afirmaram na ocasião, “dezenas” de feridos e baixas nas fileiras da insurgência.
Por sua vez, nesta mesma segunda-feira, a insurgência reivindicou um ataque com mísseis contra um navio militar da Arábia Saudita em frente ao porto da cidade de Mocha, no sudoeste do país, tendo sido afetadas, por sua vez, outras quatro embarcações que atuavam como “escolta” do navio.
TURK APELA À REDUÇÃO DAS TENSÕES
O Alto Comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Volker Turk, alertou que a escalada do conflito no Iêmen “está matando e ferindo um número crescente de civis”, por isso instou todas as partes envolvidas a “reduzir as tensões e evitar que o povo iemenita sofra mais privações”.
Ele fez isso lamentando que pelo menos 17 civis tenham perdido a vida em decorrência de ataques dos rebeldes houthis contra áreas controladas pelo governo iemenita, desde 6 de agosto. Essas mortes se somam a outras duas registradas no mês de julho em áreas controladas pela oposição.
“Faço um apelo a todas as partes para que reduzam as tensões e evitem que o povo iemenita sofra mais privações”, declarou Turk, acrescentando que “o povo iemenita já sofreu demais com o legado devastador de anos de conflito, deslocamento e crise humanitária”.
Com pelo menos 18 milhões de iemenitas já em situação de insegurança alimentar, Turk alertou que os ataques contra infraestruturas civis correm o risco de “agravar uma situação que já é grave por si só”. Por isso, defendeu que tais ataques cessem “imediatamente”.
Relatórios das Nações Unidas também apontaram que o governo iemenita realizou “quase 200 ataques contra posições huti em um período de 24 horas, matando e ferindo dezenas de pessoas e destruindo equipamentos militares e depósitos de armas”, conforme indica a ONU em um comunicado.
Por sua vez, a organização lembrou que a crise política e humanitária que eclodiu no país em 2011 deslocou “milhões de pessoas, devastou a economia e deixou cerca de 20 milhões de pessoas necessitando de assistência humanitária”.
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