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MADRID 28 mar. (EUROPA PRESS) -
O Exército do Equador bombardeou nesta sexta-feira postos de mineração ilegal nas proximidades de Tulcán, na província de Calchi, na fronteira com a Colômbia, após a crise diplomática desencadeada na semana passada com o país vizinho devido aos bombardeios contra grupos criminosos na fronteira.
Esses ataques fazem parte das operações que as Forças Armadas equatorianas realizam na zona “com forte impacto contra a mineração ilegal”, conforme informou o Exército nas redes sociais.
No âmbito dessas operações, os soldados empregaram “um sistema de armas combinadas”, com tropas de elite em terra, disparos de morteiros, helicópteros de combate e veículos blindados (tanques), com o objetivo de “conter a mineração ilegal”, conforme comunicado militar.
As autoridades militares do Equador destacaram que a mineração ilegal é uma atividade que “gera graves impactos ambientais, afeta fontes hídricas e compromete a segurança na fronteira norte” com a Colômbia.
Esta nova operação próxima à fronteira ocorre uma semana após a crise diplomática que se instalou entre o Equador e a Colômbia, quando o presidente deste último país, Gustavo Petro, deu a entender que o Equador teria atacado território colombiano em uma operação contra grupos armados, alegação categoricamente rejeitada pelas autoridades do país vizinho.
Naquele momento, teve início uma troca de declarações e recriminações entre Petro e seu homólogo equatoriano, Daniel Noboa, evidenciando mais uma vez as divergências que ambos mantêm há muito tempo.
Por fim, uma comissão formada por ambos os países para esclarecer o ocorrido concluiu que o projétil não tinha como alvo o território colombiano, mas que se tratou de um acidente, tendo ricocheteado cerca de 210 quilômetros desde o Equador até o país vizinho.
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