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MADRID 26 ago. (EUROPA PRESS) -
O exército libanês defendeu nesta terça-feira a posição do governo libanês sobre o desarmamento da milícia xiita Hezbollah e assegurou que são de fato os membros do grupo que "violam a soberania libanesa", e não as autoridades, como seu líder, Naim Qassem, havia afirmado no dia anterior.
As forças armadas indicaram em uma declaração que a aceitação do roteiro dos EUA para o desarmamento não contradiz os interesses nacionais do país e ressaltaram que foi o governo que já tomou medidas para "restaurar a capacidade de salvaguardar a soberania" do Líbano.
"O Hezbollah levou o país a um conflito armado apenas para satisfazer seus interesses e os do Irã", disse ele, enfatizando que foi por causa das ações da milícia que "Israel entrou no Líbano e violou a soberania libanesa".
"Qassem desafia o governo ao declarar que não entregará suas armas, mas uma decisão já foi tomada e será implementada no interesse do Líbano e de seu povo. Quando o Estado está presente, qualquer outra ameaça desaparece. Esse é apenas mais um exemplo do fato de que sua posição é contrária aos interesses dos libaneses", diz o texto, de acordo com relatos do jornal 'L'Orient-Le Jour'.
Na segunda-feira, o líder do Hezbollah disse que o plano de desarmamento é uma resposta às medidas "americano-sionistas" e, portanto, "nunca será implementado".
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