Europa Press/Contacto/Paulo Lopes - Arquivo
MADRID 4 jun. (EUROPA PRESS) -
A Marinha do Brasil decidiu expulsar um suboficial da reserva que foi condenado a 14 anos de prisão por sua participação no ataque golpista à Praça dos Três Poderes, em Brasília, em 8 de janeiro de 2023, tornando-se assim o primeiro soldado expulso das Forças Armadas brasileiras por esse caso.
O Conselho de Disciplina, um órgão colegiado criado pela Marinha para discutir a situação dos militares após suas condenações pelo Supremo Tribunal Federal, tomou essa decisão, que afeta um soldado identificado como Marco Antonio Braga Caldas, 51 anos, argumentando que sua saída manteria a disciplina na carreira, de acordo com o jornal 'Folha de São Paulo' e confirmado pela Globo.
Braga Caldas foi condenado em março de 2024 pelos crimes de abolição violenta do Estado de Direito, golpe de Estado, dano qualificado, deterioração do patrimônio histórico e associação armada ilícita. O Supremo Tribunal Federal determinou sua prisão preventiva devido ao "fundado receio de fuga" e ele está atualmente detido na Escola de Aprendizes Marinheiros Santa Catalina, em Florianópolis.
Vale lembrar que um total de 2.170 pessoas foram presas ao invadir violentamente a Praça dos Três Poderes - sede do Congresso, do Supremo Tribunal Federal e do Palácio Presidencial em Brasília - na capital do país, devido ao descontentamento com a derrota nas urnas do candidato de extrema-direita Jair Bolsonaro.
Foi um ataque sem precedentes na história do país sul-americano, que aprofundou sua polarização e colocou os holofotes sobre o papel dos militares, que sempre tiveram presença majoritária no governo do ex-presidente brasileiro.
Naquele dia, enquanto parte do país expressava seu desconforto com o retorno de Lula da Silva ao poder, dezenas de ônibus chegaram à capital para o que inicialmente parecia ser mais uma manifestação contra o novo governo, no contexto de protestos que haviam começado dois meses antes com vigílias, orações e acampamentos em frente a quartéis do exército.
Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático