Publicado 23/02/2026 11:38

O Exército afirma ter "carta branca" contra os dissidentes de Calarcá, apesar do diálogo com o governo.

Archivo - Arquivo - Guerrilheiro das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia-Exército do Povo (FARC-EP)
FARC - Arquivo

MADRID 23 fev. (EUROPA PRESS) - O Exército da Colômbia garantiu nesta segunda-feira que tem “carta branca” para atacar as posições dos dissidentes das extintas FARC comandadas por Alexander Mendoza, conhecido como “Calarcá”, apesar de o grupo estar em plena fase de negociação com o governo.

O general Ricardo Roque, comandante da Quarta Divisão do Exército, destacou em entrevista à Blu Radio que eles têm “total liberdade e compromisso para atacar e enfraquecer a ameaça”.

“Em nenhum momento nossas mãos foram atadas”, disse Roque, enfatizando que continuarão atacando as posições das diferentes estruturas que compõem o Estado-Maior dos Blocos e Frentes (EMBF), entre elas a de “Calarcá”.

Durante os últimos confrontos do fim de semana em uma zona rural de Guaviare, pelo menos um militar morreu e outros nove ficaram feridos. Roque destacou que, com esta operação, conseguiu-se impedir qualquer tipo de confronto entre as diferentes estruturas armadas presentes na região, bem como “isolar essas estruturas para retirar a população civil que sempre fica no meio”.

Paralelamente a esses combates, foi confirmado que a polícia deteve em San José, capital de Guaviare, Óscar Ojeda Durán, conhecido como “Leopoldo”, chefe da equipe de negociação do grupo “Calarcá”, em virtude de um mandado internacional da Interpol, embora horas depois ele tenha sido libertado por ordem do Ministério Público.

O EMBF é composto por três estruturas, entre elas o bloco Jorge Briceño, liderado por “Calarcá”, considerado o líder máximo dessas dissidências, que nada mais são do que uma cisão do Estado Mayor Central (EMC) das FARC, comandado por Néstor Vera Fernández, conhecido como “Iván Mordisco”.

Ao contrário da facção de “Mordisco” — contra a qual o Exército trava uma confrontação total —, a de “Calarcá” tem dado sinais teóricos de querer uma saída negociada com o governo.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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