Daniel Tapia/dpa - Arquivo
MADRID 20 maio (EUROPA PRESS) -
O ex-vice-presidente do Equador Jorge Glas (2013-2018), preso desde sua detenção na embaixada mexicana em Quito em 2024, enfrentará um novo julgamento por peculato - apropriação indevida de fundos públicos - um tipo de crime pelo qual já foi condenado em 2021.
O juiz do Tribunal Nacional Marco Boris Aguirre decidiu que "há motivos suficientes" para presumir o envolvimento de Glas e do ex-secretário do Comitê de Reconstrução, Carlos Bernal, como autores do crime supostamente cometido após o terremoto de 2016, de acordo com o jornal equatoriano 'Primicias'.
Aguirre considerou que o ex-vice-presidente, "conhecendo o alcance de seus poderes e o objetivo da Lei de Solidariedade", aprovada para responder ao desastre do terremoto, "permitiu que fossem priorizados projetos que não estavam relacionados a ela".
Além disso, o magistrado apontou que uma empresa relacionada à família de Carlos Bernal, secretário do Comitê de Reconstrução entre 2016 e 2017, foi contratada para remover os escombros.
Quanto a Glas, o juiz Aguirre aceitou o pedido de sua defesa para uma avaliação médica psiquiátrica, para a qual deu um prazo de doze dias. Em fevereiro, a Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) advertiu sobre "um estado de especial gravidade" em relação à saúde mental do ex-vice-presidente.
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