Publicado 17/02/2026 06:15

A ex-vereadora de Móstoles processa o prefeito e o PP por supostos crimes de assédio e coação

O prefeito de Móstoles, Manuel Bautista, oferece uma coletiva de imprensa para negar o suposto caso de assédio moral e sexual contra uma ex-vereadora e denunciar “chantagens que remontam a 2023”, na sala de reuniões da Prefeitura de Móstoles, em 6 de feve
A. Pérez Meca - Europa Press

Denuncia a ausência de “resposta institucional” por parte do Partido Popular MADRID 17 fev. (EUROPA PRESS) -

O advogado da ex-vereadora de Móstoles formalizou perante o Tribunal de Primeira Instância do município uma queixa contra o prefeito desta localidade, Manuel Bautista, e o PP nacional pela suposta prática de crimes de assédio sexual, assédio no trabalho, crime contra a integridade moral, lesões, coação e revelação de segredos.

O caso foi revelado há duas semanas pelo jornal El País, quando publicou que a ex-vereadora havia denunciado internamente em seu partido o suposto assédio sexual e laboral por parte do prefeito, sem receber proteção. Bautista defendeu sua inocência e garantiu que o relato “não corresponde à realidade”.

Em coletiva de imprensa, o secretário-geral do PP de Madri, Alfonso Serrano, anunciou então que estudariam ações legais contra a ex-vereadora de Móstoles por agir de “má-fé” e “prefabricar provas” contra o partido por uma “vingança pessoal”, ao gravar algumas conversas após as acusações ao prefeito de assédio sexual.

Quanto ao caso, o advogado Antonio Suárez-Valdés explica que se trata de “um processo de alta complexidade técnica, uma vez que parte dos fatos ocorreu na intimidade da vítima e do seu suposto assediador e que os e-mails oficiais da vítima foram apagados”.

A queixa baseia-se em “um vasto conjunto de provas”, com o qual se pretende comprovar “a existência, em primeiro lugar, do suposto pedido de favores de natureza sexual à vítima por parte do queixado”.

Segundo o advogado, este “pretendia ter uma relação de caráter pessoal e, em segundo lugar, perante a recusa desta, o desenvolvimento de um alegado padrão sistemático de assédio e abuso de superioridade hierárquica, com o alegado objetivo de isolar e invisibilizar profissionalmente a nossa defendida”.

“FRACASSO DOS MECANISMOS INTERNOS” Por outro lado, denuncia-se também “a omissão, primeiro, e o fracasso, depois, dos mecanismos internos de proteção da vítima e a ausência de resposta institucional por parte do Partido Popular”, o que obrigou a ex-vereadora “a buscar amparo direto na via penal, que inicialmente tentou evitar”.

“O silêncio e a falta de resposta das pessoas jurídicas diante do abuso de poder constituem, em si mesmos, uma forma de revitimização”, afirma o advogado, acrescentando que “a ausência de implementação adequada dos protocolos de proteção contra o assédio por parte dessas pessoas jurídicas pode gerar sua responsabilidade penal direta pelos fatos ocorridos no seio de suas organizações”, conforme tipificado pelo código penal.

O advogado indicou que “agora, finalmente, os fatos foram levados ao conhecimento do tribunal, juntamente com as provas, e é hora de a justiça se pronunciar”. “Nosso compromisso é garantir que este processo seja conduzido com o máximo rigor jurídico”, afirma.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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