Publicado 29/03/2025 04:01

Ex-traficante de drogas Carlos Lehder é preso em seu retorno à Colômbia após 40 anos fora do país

Archivo - Arquivo - 28 de abril de 2022, Bogotá, Cundinamarca, Colômbia: Em um mural, lê-se "6402 razões" como referência aos falsos positivos da Colômbia durante as manifestações comemorativas de 28 de abril contra o governo do presidente Ivan Duque e a
Europa Press/Contacto/Chepa Beltran - Arquivo

MADRID 29 mar. (EUROPA PRESS) -

O ex-traficante de drogas colombiano Carlos Lehder, um dos fundadores do Cartel de Medellín, foi preso na sexta-feira pelas autoridades colombianas ao chegar à capital, Bogotá, em um voo procedente da Alemanha, onde foi levado sob custódia por um grupo de policiais e agentes da Interpol, em cumprimento a um mandado de prisão para o país latino-americano.

"Verificamos a situação judicial de Lehder! Atualmente estamos transferindo para uma unidade policial em Bogotá o ex-capo do extinto cartel de Medellín, Carlos Lehder Rivas, para verificar sua situação judicial na Colômbia", informou a Polícia Nacional da Colômbia em uma publicação na rede social X.

As mesmas autoridades policiais colombianas acrescentaram que o detido, "que chegou ao país vindo de Frankfurt, tinha um mandado de prisão em vigor em (seus) sistemas de informação".

Esse mandado está supostamente relacionado a uma sentença de 24 anos de prisão proferida pelo 18º Tribunal de Execução de Sentenças de Bogotá pelo crime de tráfico de armas e cuja validade está sendo revisada, pois poderia ter expirado, segundo fontes do Ministério Público da Colômbia revelaram ao jornal 'El Espectador'.

Carlos Lehder, que estava fora do país há mais de quatro décadas, foi extraditado para os Estados Unidos em 1987 para cumprir uma sentença por tráfico de drogas, antes de ser transferido para a Alemanha, onde é cidadão e onde vivia sozinho.

Com o objetivo de retornar à Colômbia, onde ainda tem família, Lehder teria manifestado sua vontade, há alguns meses, de se informar sobre suas possíveis contas pendentes com o sistema judiciário colombiano.

Depois de fazer as verificações pertinentes, o Ministério Público enviou ao ex-líder do cartel de Medellín um documento no qual afirmava que "não há registros de vínculos com processos criminais" em relação ao seu nome, de acordo com a mídia mencionada acima.

No entanto, esse documento não seria válido como certidão, de acordo com a lei colombiana, pois não inclui a participação da Polícia Nacional e do Ministério da Defesa "em registros criminais, identificação nacional e emissão de certidões judiciais". Em outras palavras, a nota enviada a Lehder não garantia de forma alguma que ele estaria isento de verificações de antecedentes criminais pelas autoridades colombianas.

Por enquanto, acrescenta 'El Espectador', cabe às autoridades colombianas confirmar se Lehder tem ou não contas pendentes com o sistema judiciário colombiano, a fim de determinar se ele ficará preso ou livre para continuar sua viagem a Medellín.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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