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MADRID 17 maio (EUROPA PRESS) -
Francisco 'Chico' López Centeno, histórico tesoureiro da Frente Sandinista de Libertação Nacional (FSLN) da Guatemala e figura central na administração da cooperação petrolífera venezuelana por meio da Albanisa (Alba de Nicaragua S.A.), foi detido há três dias por não conseguir esclarecer a situação dos bens do partido que anteriormente eram administrados por Bayardo Arce, condenado em janeiro por lavagem de dinheiro e fraude contra o Estado.
“Várias viaturas chegaram à sua casa, cercaram-na e ele saiu alarmado para ver o que estava acontecendo”, indicou uma fonte empresarial ligada ao FSLN ao jornal nicaraguense ‘La Prensa’. A mesma fonte precisou que a prisão ocorreu em sua residência no bairro Lomas de Monserrat, em Manágua, onde López Centeno permanecia “em regime de prisão domiciliar” enquanto era realizada uma auditoria sobre a Albanisa e o patrimônio familiar dos Ortega-Murillo.
De acordo com informações obtidas pelo La Prensa, a operação policial incluiu a presença de guardas que acompanharam López até a porta do banheiro para que ele pudesse se trocar antes de ser levado.
“A prisão está relacionada ao fato de ele não ter conseguido explicar o que aconteceu com alguns bens do FSLN que originalmente eram administrados por Bayardo Arce e que ele disse na prisão ter transferido para López”, detalhou a fonte.
Dois dos filhos de López também foram presos no âmbito dessa investigação: Bismarck Álvarez e Geovanny López. “O primeiro movimentou algumas máquinas que tinha comprometido com empresários chineses com quem Laureano Ortega também trabalha. O segundo teria feito negócios com Laureano Ortega e não conseguiu prestar contas”, explicou a fonte.
A situação teria gerado “atritos” que levaram a ditadura a ordenar a auditoria e marcar o início do que a fonte classificou como “sua queda em desgraça”.
Desde o final de março, López Centeno já havia sido afastado da gestão dos cerca de 4 bilhões de dólares (cerca de 3.441.600.000 euros) provenientes da cooperação venezuelana, enquanto seu segundo no comando, o major-general aposentado Ramón Calderón Vindell, também teria sido detido.
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