Publicado 29/04/2026 12:27

A ex-procuradora-geral Pam Bondi prestará depoimento perante uma comissão do Congresso dos EUA em maio sobre o caso Epstein

O anúncio foi feito poucas horas depois de os democratas terem anunciado que haviam apresentado uma moção por desacato

Archivo - Arquivo - ARQUIVADO - 12 de junho de 2016, EUA, Orlando: A então procuradora-geral da Flórida, Pam Bondi, fala à imprensa em uma coletiva realizada à tarde nas proximidades do local do tiroteio em massa em Orlando. O presidente dos EUA, Donald T
picture alliance / dpa - Arquivo

MADRID, 29 abr. (EUROPA PRESS) -

Os republicanos da comissão de supervisão da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos garantiram nesta quarta-feira que a ex-procuradora-geral Pam Bondi comparecerá dentro de um mês para prestar depoimento sobre o caso do criminoso sexual Jeffrey Epstein.

"Tudo isso é puro teatro e completamente desnecessário. Eles ficaram muito felizes em dar carta branca aos Clinton durante meses. Conseguimos garantir a comparência de Bondi para o dia 29 de maio”, indicaram em uma mensagem publicada em suas redes sociais.

Isso ocorre poucas horas depois de os democratas da comissão anunciarem que iriam apresentar uma moção por desacato contra Bondi por se recusar a “cooperar” com a investigação iniciada sobre Epstein, embora pareça que, por enquanto, tenham suspendido a medida na expectativa de que ela finalmente compareça à intimação.

“Não consideramos aceitável que ela tenha optado por não comparecer ao seu depoimento agendado perante a comissão mediante intimação. Já se passaram duas semanas desde que ela se recusou a comparecer ao seu depoimento”, declarou à imprensa o deputado democrata Robert Garcia.

Bondi foi forçada a renunciar pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, após uma audiência polêmica em meados de fevereiro na comissão judiciária da Câmara, na qual pediu desculpas às vítimas, mas apenas pelo sofrimento que Epstein lhes causou e não pelo vazamento de dados pessoais nos milhares de documentos publicados pelo Departamento de Justiça relativos ao caso.

Na referida audiência, ela tentou desvincular o inquilino da Casa Branca do escândalo de Epstein, na sequência da publicação de vários arquivos do FBI — com depoimentos não verificados — que apontavam para supostas violações cometidas pelo magnata, entre elas uma acusação de abuso sexual por parte de uma menor de 13 anos.

Os democratas aproveitaram para criticar Bondi pela divulgação de e-mails, endereços e fotografias de nudez das vítimas, exigindo que ela assumisse a responsabilidade e chegando a acusá-la de mentir “sob juramento” perante o Congresso.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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