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MADRID 11 jun. (EUROPA PRESS) -
A justiça portuguesa aceitou nesta quarta-feira o pedido do Ministério Público, para que o ex-primeiro-ministro José Sócrates (2005-2011) seja julgado por mais três crimes de lavagem de dinheiro, no âmbito do processo da operação 'Marquês'.
Um tribunal considera que há "indícios consistentes" para acreditar que Sócrates teria usado o empresário Carlos Santos Silva como homem de fachada para depositar valores de origem ilícita em suas contas entre 2011 e 2014.
A defesa do ex-chefe de governo português disse que vai recorrer da decisão e insistiu que essas novas acusações nunca foram notificadas aos envolvidos, portanto devem ser anuladas.
Durante a sessão, outros três crimes de falsificação também estiveram em jogo, embora o tribunal os tenha considerado prescritos por terem sido cometidos entre 2012 e 2014, segundo a agência de notícias Lusa.
Em 3 de julho, terá início o julgamento da chamada operação "Marquês", em que Sócrates será julgado por três crimes de corrupção, treze de lavagem de dinheiro e seis de fraude fiscal. Ele será acompanhado no banco dos réus, entre outros, por Silva e pelo ex-ministro do Interior e ex-diretor da estatal Caixa Geral de Depósitos, Armando Vara.
Os promotores portugueses acusaram Sócrates de receber 34 milhões de euros em comissões e subornos de diferentes empresas e bancos em troca de contratos públicos entre 2006 e 2015. Preso em 2014, ele está em prisão domiciliar desde então.
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