Ameer Al-Mohammedawi/dpa - Arquivo
MADRID 28 jan. (EUROPA PRESS) - O ex-primeiro-ministro iraquiano Nuri al Maliki rejeitou nesta quarta-feira a “flagrante interferência” dos Estados Unidos nos “assuntos internos” do Iraque, após as ameaças do presidente norte-americano, Donald Trump, de retirar a ajuda ao país se o político for reeleito para o cargo.
“Rejeitamos categoricamente a interferência flagrante dos Estados Unidos nos assuntos internos do Iraque e consideramos que isso constitui uma violação de sua soberania, uma violação do sistema democrático após 2003 e uma infração à decisão do Marco de Coordenação de eleger seu candidato para o cargo de primeiro-ministro”, expressou ele nas redes sociais.
Al Maliki sublinhou que o “diálogo entre países é a única via política” para resolver diferenças e não “recorrer à linguagem das ameaças”. “Por respeito à vontade nacional e à decisão do Marco de Coordenação garantida pela Constituição iraquiana, continuarei a trabalhar até ao fim”, afirmou.
Isto acontece depois de Trump ter ameaçado cortar a ajuda ao Iraque se Al Maliki (2006-2014) fosse reeleito primeiro-ministro. “Da última vez que esteve no poder, o país mergulhou na pobreza e no caos total. Isso não pode acontecer novamente”, disse o magnata republicano em uma mensagem nas redes sociais, na qual classificou suas políticas como “absurdas”.
Estava previsto que os deputados iraquianos votassem na véspera no novo presidente do país e que o futuro chefe de Estado encarregasse Al Maliki da formação do próximo governo, embora o presidente do Parlamento, Haibat al Halbusi, tenha adiado a sessão.
No Iraque, vigora um acordo de cotas sectárias desde a invasão americana de 2003, que estabelece que o presidente do Parlamento deve ser membro da comunidade sunita, enquanto o primeiro-ministro deve ser xiita e o presidente do país deve ser curdo.
Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático