David Zorrakino - Europa Press
BARCELONA 21 out. (EUROPA PRESS) -
O ex-primeiro-ministro da França Édouard Philippe pediu nesta terça-feira a renúncia do presidente da República Francesa, Emmanuel Macron, devido à crise política na qual o país está imerso: "Não vejo outra solução".
Foi o que ele disse no segundo dia do fórum "World in Progress" em Barcelona, em um diálogo com o presidente do grupo Prisa, Joseph Oughourlian, durante o qual ele lamentou que a crise política e econômica tenha criado "um todo muito instável e impreciso" que está enfraquecendo a França.
"Se chegarmos a um sistema político ainda mais ingovernável, com uma grande extrema direita, uma grande esquerda radical e um centro mais fraco, vejo uma crise institucional séria e violenta", acrescentou Philippe, que acredita que Macron não convocará eleições por medo de não haver maioria.
A EXTREMA DIREITA E A EUROPA
Perguntado se acredita que a extrema direita chegará ao poder na França, Philippe disse que não se sabe quem será o candidato devido à situação judicial de Marine Le Pen, mas disse que seu partido, o Rally Nacional, é o que tem "mais dinheiro" e o eleitorado mais organizado.
Ele também disse estar confiante de que a França "tem as alavancas para reagir" e propõe uma reforma da economia, do sistema educacional, do modelo social, do financiamento e da justiça.
Finalmente, sobre o papel da União Europeia (UE), Philippe argumentou que a França deve ser forte para ter uma Europa sólida e, depois de descrever o acordo comercial com os Estados Unidos como "lamentável", defendeu a transformação da UE em uma potência e um mercado completo.
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