Europa Press/Contacto/Aleksandr Gusev
MADRID 21 jan. (EUROPA PRESS) - A ex-primeira-ministra da Ucrânia, Yulia Timoshenko, denunciou as agências anticorrupção ao Ministério Público por um crime de prevaricação, relacionado com a apresentação de “provas falsas” contra ela num caso de compra de votos no Parlamento. “É impossível encontrar justiça no país”, protestou. Timoshenko lamentou que os tribunais não tenham levado em consideração as alegações apresentadas contra o Ministério Público Especializado em Anticorrupção (SAPO) e o Escritório Nacional Anticorrupção da Ucrânia (NABU), que a levaram à justiça “sabendo de sua inocência, por meio da falsificação de provas”.
“Infelizmente, na Ucrânia moderna, a repressão contra a oposição continua. É suja e fraudulenta. Mas todos entendem quem são os criminosos e quem defendeu os interesses do país durante tantos anos”, disse ela. Da mesma forma, ela adiantou que irá recorrer da decisão tomada nesta quarta-feira pelos tribunais de confiscar parte de seus bens. “Vamos contestar”, afirmou em comunicado. Com base em gravações de áudio, as agências anticorrupção acusaram Timoshenko de ter subornado com até 10.000 dólares mensais deputados do partido Servidor do Povo do presidente Volodimir Zelenski. “Supostamente, os parlamentares receberiam instruções sobre como votar e como se abster”, afirmaram. Timoshenko — primeira-ministra da Ucrânia por um breve período em 2005 e depois entre 2007 e 2010, bem como líder do partido Pátria — rejeitou as acusações e argumentou que essas gravações não têm nada a ver com ela. Nestas gravações, seria possível constatar, por exemplo, como ela instruiu vários deputados a votar sobre uma nova série de nomeações, como as dos novos ministros da Defesa e da Energia. Assim, ela denunciou que se trata de uma perseguição política com o objetivo de não permitir sua participação nas próximas eleições na Ucrânia, sem data prevista enquanto continuar a guerra com a Rússia.
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