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MADRID 22 out. (EUROPA PRESS) -
O ex-presidente colombiano Álvaro Uribe agradeceu nesta terça-feira a sua comitiva e sua equipe jurídica e apoiou seu advogado Diego Cadena, condenado a sete anos de prisão no âmbito da trama em que o ex-líder foi absolvido dos crimes de suborno de testemunhas e fraude processual, anulando assim a sentença de doze anos de prisão domiciliar imposta há menos de três meses.
"Primeiro agradeço a Deus", começou ele em uma declaração pública na qual também agradeceu a seus advogados, sua família "por sua companhia" e "toda a mídia da Colômbia (...) por sua paciência". Ele também agradeceu à comunidade internacional e a todos os colombianos, aos quais prometeu ter "dito a verdade (...) durante toda essa longa vida pública".
Ele também demonstrou seu apoio ao advogado Diego Cadena, ex-membro de sua equipe jurídica, que foi condenado a sete anos de prisão por subornar o ex-paramilitar Juan Guillermo Monsalve para testemunhar contra o senador Iván Cepeda perante a Suprema Corte como parte do julgamento contra Uribe. Ele também fez o mesmo com o presidente do Conselho Nacional Eleitoral (CNE), Álvaro Hernán Prada, para que, junto com Cadena, "eles possam superar suas dificuldades" decorrentes da trama da qual o ex-presidente foi absolvido.
"Apresento minhas desculpas ao sistema de justiça e à Procuradoria Geral da República por todo o tempo que me ausentei desse processo", acrescentou, pedindo também "energia e discernimento calmo para trabalhar pela Colômbia" a partir de agora. "Peço à Providência que me dê toda a nobreza para lutar por este grande povo ao qual me sinto muito orgulhoso de pertencer, o grande povo colombiano", concluiu.
A absolvição de Uribe, saudada pelos Estados Unidos, foi rejeitada pelo presidente da Colômbia, Gustavo Petro, que lamentou que "essa é a maneira de encobrir a história do governo paramilitar na Colômbia, ou seja, a história dos políticos que chegaram ao poder em aliança com os narcotraficantes e que desencadearam o genocídio na Colômbia".
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