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MADRID 4 set. (EUROPA PRESS) -
O ex-presidente do Peru Martin Vizcarra (2018-2020) foi libertado na quinta-feira, depois de ter passado mais de três semanas sob custódia e após a decisão de um tribunal de apelações que considerou "infundadas" as razões para a medida cautelar, imposta no âmbito de um caso de suborno passivo.
Vizcarra saiu pelo portão principal da prisão de Barbadillo por volta das 15h, horário local, acompanhado de seu irmão e cumprimentando seus partidários, que vieram comemorar sua saída, de acordo com o jornal 'La República'.
"A terceira câmara de apelações, com três magistrados - cada um fazendo uma análise - determinou unanimemente que a prisão preventiva contra mim era ilegal, porque nenhum dos fatores que podem levar a uma prisão preventiva foi cumprido", disse ele.
Nesse sentido, ele ressaltou que, durante os 22 dias em que passou em prisão preventiva, passou por momentos difíceis: "Apesar de tudo, saí mais forte. É em circunstâncias como essas que você realmente sabe quem são seus verdadeiros amigos, e eu descobri que tenho muito mais do que pensava".
No dia anterior, a Terceira Divisão Criminal Nacional do Tribunal Superior ordenou sua libertação imediata. Em meados de agosto, ele teve sua prisão preventiva decretada com base no risco de processo e fuga, além de comportamento "questionável".
No entanto, Martin Vizcarra continuará sendo investigado como suposto autor do crime de suborno durante a licitação de obras quando era governador de Moquegua, no sul do país. Especificamente, elas correspondem a duas obras públicas: 'Lomas de Ilo' e 'Hospital de Moquegua'.
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