Publicado 03/09/2025 21:08

O ex-presidente peruano Alejandro Toledo foi condenado a mais de 13 anos de prisão

Archivo - Arquivo - 21 de outubro de 2024, Lima, PERU: Lima, 21 de outubro de 2024...Leitura de sentença a Alejandro Toledo, em penal de Barbadillo en Ate, por caso Interoceánica Sur...Fotos Jesús Saucedo
Europa Press/Contacto/El Comercio - Arquivo

MADRID 4 set. (EUROPA PRESS) -

A justiça peruana condenou na quarta-feira o ex-presidente do Peru Alejandro Toledo (2001-2006) a treze anos e quatro meses de prisão por lavagem de dinheiro no caso "Ecoteva", no que foi a segunda sentença contra ele depois de ter sido condenado a 20 anos e seis meses de prisão em outubro de 2024 por acusações de corrupção no caso ligado à empresa brasileira Odebrecht.

"Consideramos legal, razoável e proporcional impor uma sentença de treze anos e quatro meses de prisão, que será executada a partir de 17 de outubro de 2024", disse o Nono Tribunal Penal de Lima, capital peruana, em sua decisão, embora a promotoria tenha solicitado 16 anos e oito meses de prisão para o ex-presidente.

O tribunal considerou "provado (que) usando sua alta posição (...) no Executivo, ele organizou com o representante da empresa Odebrecht, a concessão da IIRSA (rodovia) em troca de um pagamento econômico através de empresas incorporadas no exterior - colocação - para que posteriormente fossem transferidas - estratificação - e depois entrassem no sistema bancário financeiro com a aparência de legalidade - integração - para serem autorizadas nos pagamentos de aquisição e hipotecas dos bens condenados", de acordo com a sentença relatada pela estação de rádio RPP.

O ex-chefe de segurança de Toledo, Abraham Dan On, também foi condenado à mesma pena de prisão como coautor do crime de lavagem de dinheiro, uma sentença que, no entanto, não pode ser executada imediatamente, pois ele está sendo procurado e preso.

Por outro lado, o tribunal reservou o processo contra a esposa do ex-presidente peruano, Eliane Karp, enquanto aguarda sua extradição de Israel, embora tenha mantido o mandado internacional de busca e apreensão contra ela.

Também está envolvido no caso David Eskenazi, ex-advogado de Eva Fernenbug, sogra de Alejandro Toledo, que foi condenado a onze anos de prisão sob a mesma acusação que o ex-presidente e Dan On.

O ex-chefe de Estado também foi condenado a mais de 20 anos de prisão por ter favorecido a empresa brasileira Odebrecht na licitação das seções II e III da Rodovia Interoceânica, e a empresa Camargo Correa na seção IV, em troca de subornos ao empresário israelense Josef Maiman, amigo do ex-presidente.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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