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MADRID 11 set. (EUROPA PRESS) -
O ex-presidente da Bolívia, Evo Morales, criticou nesta sexta-feira o acordo assinado pelo governo do presidente Rodrigo Paz com o Fundo Monetário Internacional (FMI), afirmando que “tem como único objetivo vender a Bolívia” e “violar a Constituição”.
“O artigo 320 da Constituição proíbe imposições e condições estrangeiras sobre nossa política econômica, mas, sob o pretexto de eliminar os subsídios e abrir restrições para atrair investimentos, pretendem mutilar a Constituição para submeter o povo a políticas de fome e, dessa forma, privatizar e entregar nossos recursos naturais às transnacionais”, argumentou ele em uma mensagem contundente divulgada nas redes sociais.
Morales criticou o fechamento de até dez empresas estatais, uma medida que dá início a “uma nova etapa de privatização e capitalização igual ou pior do que a da época neoliberal (1985-2005)” e que “tem como único objetivo vender a Bolívia”.
“Este acordo demonstra que o futuro da Bolívia é planejado de fora, onde o comando político vem dos Estados Unidos, o econômico do FMI e o militar do Comando Sul”, afirmou o ex-presidente boliviano.
O governo acordou com o FMI um programa econômico de 36 meses, apoiado pelo Serviço Ampliado do Fundo (SAF), que inclui a eliminação total do déficit primário do setor público não financeiro e a redução da massa salarial do setor público em mais de 1% do PIB ao longo do horizonte temporal do plano.
O ministro da Economia da Bolívia, Christian Morales, informou ontem que o governo de Rodrigo Paz prevê fechar entre oito e dez empresas públicas em falência, embora não tenha detalhado quais, “por uma questão de responsabilidade”.
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