Publicado 15/07/2026 05:49

O ex-presidente Juan Manuel Santos exorta De la Espriella a dar continuidade ao acordo de paz na Colômbia

Archivo - Arquivo - Juan Manuel Santos, ganhador do Prêmio Nobel da Paz de 2016 e ex-presidente da Colômbia, discursa durante a Primeira Semana Nacional da Cultura da Paz no Auditório Antonio Caso da Universidade Autônoma do México (UNAM), em 12 de setemb
Europa Press/Contacto/Luis Barron - Arquivo

MADRID 15 jul. (EUROPA PRESS) -

O ex-presidente colombiano e ganhador do Prêmio Nobel da Paz, Juan Manuel Santos, pediu nesta quarta-feira ao presidente eleito Abelardo de la Espriella que dê continuidade à implementação e não sabote o acordo de paz, assinado em 2016 por seu governo como uma política de Estado, depois que este anunciou o fim do cargo de comissário de paz, que passará a se chamar comissário de segurança.

“Gostaria de aproveitar a ocasião para fazer um apelo respeitoso, mas firme, ao novo governo, para que retome o caminho da implementação. Não como um legado de um governo, mas como uma política de Estado que beneficia todos os colombianos”, afirmou Santos em um fórum em Bogotá por ocasião dos 10 anos do acordo de paz.

Em um momento em que o novo presidente começou a desmantelar as instituições que aplicam o acordo de paz, Santos classificou como “absolutamente falso” que a situação de segurança na Colômbia se deva ao acordo assinado pelo Executivo com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC), que pôs fim a décadas de conflito interno.

“O acordo não criou as dissidências nem fortaleceu as quadrilhas criminosas. (...) Culpar o acordo pelas ações dessas estruturas é ignorar deliberadamente a realidade e, acima de tudo, ignorar que o que permite barrar o caminho desses grupos é justamente implementá-lo, não sabotá-lo nem enfraquecê-lo”, afirmou, para alertar que o fracasso “não é do acordo”, mas sim de “quem impediu que ele fosse implementado de forma integral”.

Essas declarações ocorrem no momento em que De la Espriella anunciou a extinção de várias secretarias e agências da Presidência para evitar a “duplicação de funções e o desperdício”, restringindo as entidades que trabalham na aplicação do acordo.

Da mesma forma, ele questionou a Jurisdição Especial para a Paz (JEP), órgão criado pelo acordo que administra a justiça transicional, que, ao conceder permissão no final de junho a Rodrigo Londoño, conhecido como “Timochenko”, para que viajasse à Espanha, apesar de, apenas alguns dias antes, ter ratificado a sentença contra ele como ex-líder das FARC.

A esse respeito, Santos defendeu as entidades ligadas ao acordo, ressaltando que o exemplo da JEP “não tem precedentes no mundo”. “Os principais responsáveis reconhecendo publicamente crimes atrozes, delitos que por décadas permaneceram impunes”, afirmou.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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