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MADRID 9 abr. (EUROPA PRESS) -
O ex-presidente de Honduras, Juan Orlando Hernández, afirmou nesta quarta-feira que a Justiça norte-americana “anulou” sua condenação e sentença, após ter sido condenado por um tribunal de Nova York a 45 anos de prisão por crimes de tráfico de drogas, tendo recebido o perdão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em dezembro passado.
Ele fez isso com a publicação de uma decisão do Tribunal de Apelações dos Estados Unidos para o Segundo Circuito, em Nova York, na qual se ordena “que a sentença do tribunal distrital seja anulada e o caso seja remetido ao tribunal distrital com instruções para arquivá-lo por ser improcedente”.
“Deus é bom! A verdade sempre prevalece e vem à tona”, afirmou o ex-presidente em suas redes sociais, anunciando uma coletiva de imprensa na qual dará mais detalhes sobre o caso.
Em junho de 2024, um tribunal de Nova York condenou o ex-presidente Hernández (2014-2022) a 45 anos de prisão por três acusações de tráfico de drogas. A sentença comprovou suas ligações com os cartéis de drogas para facilitar o transporte de até 400 toneladas de cocaína através de Honduras para os Estados Unidos.
Em 15 de fevereiro de 2022, apenas duas semanas após deixar a Presidência, ele foi detido em uma operação que ganhou grande repercussão na mídia em sua própria casa em Tegucigalpa, capital do país, vestindo colete à prova de balas e algemado de pés e mãos. Um mês depois, foi aprovada sua extradição para os Estados Unidos.
Lá, em um julgamento que durou apenas duas semanas, foi comprovada sua relação com figuras importantes do tráfico de drogas, como o chefão mexicano Joaquín 'El Chapo' Guzmán e o traficante Geovanny Fuentes Ramírez, que teria financiado sua campanha presidencial de 2014 em troca de evitar sua extradição.
Dois anos antes de sua condenação, foi seu irmão, Antonio Hernández, quem foi condenado por um tribunal federal em Nova York à prisão perpétua e ao pagamento de 138 milhões de dólares (118 milhões de euros) por tráfico de drogas.
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